Segunda geração de biopesticidas revoluciona a agricultura

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Publicado em 31 de janeiro de 2016 às 07h00

Última atualização em 31 de janeiro de 2016 às 07h00

Acompanhe tudo sobre Algodão, Bacillus thuringiensis, Biológico, Bioproduto, Controle biológico, Helicoverpa, Oliveira e muito mais!

 

Iracema de Oliveira Moraes

Engenheira de Alimentos e presidente da PROBIOM – Tecnologia Pesquisa e Desenvolvimento Experimental em Ciências Físicas e Naturais

iomoraes@hotmail.com

 

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A segunda geração de biopesticidas, representada pelos inseticidas microbianos, trouxe muitas perspectivas para o controle biológico de pragas, embora esse tipo de inseticida represente ainda uma diminuta fração, em termos de vendas. Os produtores têm muita pressa em acabar com as pragas e os biológicos atuam num ritmo mais lento, porém, seguro.

Culturas favorecidas

Existe um grande leque de biopesticidas e o número de culturas favorecidas é muito diversificado. O maior programa de controle biológico de pragas atinge a cultura canavieira. A cultura da soja, do algodão, de hortaliças, de frutas e flores, a cultura orgânica, etc. são exemplos importantes. Ao Bacillus thuringiensis são suscetíveis mais de 150 pragas da agricultura

Para este fim, especialmente bactérias e fungos têm um grande emprego como bioinseticidas.

Pesquisas

Existe um grande número de instituições desenvolvendo pesquisas nessa área e muitas dissertações de mestrado e teses de doutorado contemplam o tema. As empresas biotecnológicas implantadas no Brasil, nos últimos 20 anos, têm uma grande demanda para o desenvolvimento de soluções de controle biológico. Estas se desenvolvem por processos fermentativos em processos submersos ou em estado sólido.

Tendência

Desafios e oportunidades se apresentarão para o desenvolvimento de alternativas de controle biológico, principalmente com a conscientização do consumidor, relativo ao uso de agrotóxicos indiscriminadamente.

O Brasil tem cerca de 500 pragas de importância econômica, das quais muitas já apresentam resistência aos agrotóxicos, sendo necessária a busca de outros bioprodutos. Um exemplo de praga “nova“ é a Helicoverpa armigera, que vem devastando culturas de soja, milho e algodão nas novas fronteiras agrícolas, em especial na Bahia.

Experimentos com variedades selecionadas de Bacillus thuringiensis vêm mostrando um grande potencial, mostrando que a técnica é promissora e pode ser utilizada sem medo.

Essa matéria você encontra na edição de janeiro 2016 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

 

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