Pragas estão na lista de prioridades do MAPA

Crédito Rafael Soares

Publicado em 25 de janeiro de 2016 às 07h00

Última atualização em 25 de janeiro de 2016 às 07h00

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Lista elaborada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária apresenta doenças de maior risco fitossanitário

 

Crédito Rafael Soares
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As pragas consideradas de maior risco fitossanitário e com potencial de provocar prejuízos econômicos foram definidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Terão prioridade nos registros de produtos para controle a ferrugem da soja, o mofo branco, a Helicoverpa armigera, a mosca-branca, os nematoides, a broca do café, as ervas daninhas resistentes e o bicudo do algodoeiro.

Segundo o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) do Mapa, Luís Rangel, as pragas listadas inicialmente nesta primeira portaria são historicamente demandadas pelas câmaras setoriais e pelos acadêmicos do Brasil. As ações implementadas hoje no Brasil precisam de uma coordenação com prioridades claras para sustentar a fitossanidade. Entretanto, são diversas as ações que estão inseridas nos manejos das diferentes pragas, como o manejo cultural (vazio sanitário), o controle biológico e a resistência genética.

A relação das pragas de maior risco fitossanitário foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 24 de setembro.O próximo passo, de acordo com Rangel, será a definição pelo Mapa do procedimento de levantamentos fitossanitários integrados com o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa) para identificar as prioridades ano a ano.

Crédito Rafael Soares
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Saiba mais

üFerrugem da soja (Phakopsorapachyrhizi):é uma doença da soja causada por um fungo que se dissemina pelo ar e que possui grande potencial de dano. Entre as medidas de controle para a praga estão as aplicações de fungicidas nas lavouras, que têm grande impacto no custo de produção. Além disso, ações de vazio sanitário também vêm sendo implementadas nos Estados, a fim de combater a praga. A opção por defensivos sempre precisa ser revista, visando o manejo da resistência do fungo.

üMofo branco (Sclerotiniasclerotiorum): o mofo branco é uma doença com poucos produtos fitossanitários disponíveis, o que torna o seu manejo complexo. A principal forma de controle é a integração de estratégias como a rotação de culturas e variedades tolerantes, além de produtos químicos e biológicos.

üHelicoverpa armigera e broca-do-café (Hypothenemushampei): são pragas para as quais foi declarado estado de emergência fitossanitária nos últimos anos. Por isso, é necessário um processo de prioridade para oferecer alternativas regulares e produtos para dar sustentação ao controle dentro dos princípios do manejo integrado de pragas.

üMosca-branca(Bemisiatabaci): é uma praga polífagae de difícil controle. Os produtos registrados disponíveis precisam da alternância de mecanismos de ação para evitar a resistência genética.

üNematoides e ervas daninhas resistentes (Conyzabonariensis e Digitaria insularis): Para um controle eficiente é necessária a busca por alternativas mais modernas e menos tóxicas. Além disso, é fundamental a adoção de medidas que visem reduzir a resistência genética causada pelo uso repetido dos mesmos mecanismos de ação.

üBicudo do algodoeiro (Antonomusgrandis): é a praga mais importante e limitante para a cultura do algodoeiro no Brasil. O governo conta com políticas específicas e programas de controle da praga. Esta política carece, no entanto, de mais alternativas de produtos fitossanitários para assegurar a competitividade com viabilidade de custo no controle da praga.

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