Gotejamento traz sustentabilidade ambiental e economia para lavoura de café

Publicado em 24 de novembro de 2015 às 14h22

Última atualização em 24 de novembro de 2015 às 14h22

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Sistema de irrigação avançado evita desperdício de água ao irrigar direto na raiz da planta e economia pode chegar até 70%; conheça o case da Fazenda Santa Helena de Minas Gerais

 

Foto 0192De gota em gota: é assim que muitos produtores tem conseguido ampliar os negócios e contornar eventuais problemas de crise hídrica. Este é o caso da Fazenda Santa Helena, localizada na Serra do Salitre/MG, cerrado mineiro, considerada a primeira região produtora de café demarcada no Brasil.

Em 2006 o produtor Jayme Santos Miranda adquiriu uma área de 400 ha e investiu no sistema de irrigação por gotejamento que se caracteriza por aplicar as gotas de água diretamente na raiz. Com essa tecnologia, os resultados foram dobrados. “Nosso cliente saiu de uma média de 30 sacas por hectare (produtividade média em sequeiro) para uma produtividade média (seis colheitas) acima de 60 sacas por hectare“, destaca Carlos Sanches, gerente agronômico da Netafim, empresa pioneira e líder mundial em soluções de irrigação por gotejamento.

E como dobrar a produtividade é o objetivo de qualquer produtor, Sanches explica como a irrigação por gotejamento influencia neste processo. “Através da nutrirrigação: técnica desenvolvida pela Netafim e que consiste num avanço da fertirrigação – que aplica a solução nutritiva por meio da água irrigada. Assim é possível chegar diretamente nas raízes fazendo com que ela cresça mais rápido que as demais, ou seja, o produtor não desperdiça água, insumos, tempo, e essa prática é responsável pelo expressivo aumento da produtividade. Temos casos na ordem de até 200% em relação a outros métodos“, destaca.

Falando em números, é possível mensurar quanto em reais a Fazenda Santa Helena já lucrou. “Considerando hoje a produtividade média do cerrado mineiro em torno de 40 sacas por hectare e também a da fazenda que é 60 sacas por hectare, adicionamos 20 sacas por hectare, o que significa com atual preço do café de R$ 400,00, R$ 8.000,00 por hectare, ou seja, o sistema é pago já na primeira colheita“, completa o gerente.

Atualmente no Brasil, a área de cultivo é de 65 milhões de hectares, mas apenas cinco milhões são irrigados. Neste sentido ainda há muito o quê crescer e desenvolver dessa tecnologia. “É preciso esclarecer aos que não tem conhecimento o quanto é uma ferramenta de trabalho importante e crucial para resultados de sustentabilidade na fazenda“, finaliza Sanches exemplificando. “Hoje o gotejamento é o sistema mais eficiente de irrigação da atualidade. Por exemplo, está disponível aos produtores de café a tecnologia de gotejamento subterrâneo, como o próprio nome diz o sistema de irrigação é enterrado, simplificando ainda mais o dia a dia da fazenda“.

 

Além de economizar água, outros benefícios são evidentes ao adotar o gotejamento: redução de custos na produção, homogeneidade das lavouras, facilidade de manejo com a implantação da fertirrigação ou nutrirrigação, entre outros.

“Quando decidimos implantar essa tecnologia pensamos primeiramente em amenizar prejuízos com a escassez da chuva. Em pouco tempo percebemos os inúmeros benefícios e apostamos cada vez mais no gotejamento. A cafeicultura irrigada está só no início e devemos ao longo dos próximos anos evoluir ainda mais em produtividade, novos manejos, possibilidades de adensar mais plantas por hectare, fazendo com que se torne mais competitiva“, afirma Jayme Santos Miranda, proprietário da Fazenda Santa Helena.

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