Estudo avalia nutrição em 5 culturas

Levantamento exclusivo da Kynetec se estendeu às culturas de algodão, cana-de-açúcar e milho safrinha, além de focar soja e café, anteriormente cobertas.

Publicado em 6 de março de 2024 às 14h00

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h17

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O levantamento FarmkTrak, da Kynetec Brasil, apurou que cinco culturas-âncoras do agronegócio movimentaram, na safra 2022-23, mais de R$ 140 bilhões em produtos para nutrição de plantas. Cultivos de algodão, cana-de-açúcar e milho safrinha, informa a empresa, passaram a fazer parte da pesquisa, antes centrada na cafeicultura e na sojicultura. Segundo a Kynetec, essas tecnologias corresponderam ainda a 34% da movimentação do mercado de insumos (cerca de R$ 416 bilhões), incluindo defensivos e sementes.

Conforme a especialista em pesquisas da Kynetec, Raquel Ribeiro, a soja puxou as vendas do setor de nutrição, com 58% do total, R$ 81 bilhões, enquanto o milho safrinha absorveu o segundo melhor desempenho: 18% ou R$ 25 bilhões. Cana-de-açúcar, café e algodão tiveram transações de R$ 18 bilhões (13%), R$ 9 bilhões (7%) e R$ 5 bilhões (4%), respectivamente.

Segundo Raquel, entre as categorias de produtos, a mais relevante do FarmTrak Nutrição foi a de adubação de base/cobertura, equivalente a 84% do mercado (R$ 117 bilhões). “Trata-se do manejo que concentra a principal fonte de nutrientes dos cultivos”, ela ressalta. “Os volumes utilizados nesta operação são bastante elevados, embora o resultado também esteja relacionado à dependência do Brasil quanto a fertilizantes importados, atrelados a flutuações de preços e taxas de câmbio”, explica.

Na vice-liderança, aparece no FarmTrak Nutrição o subsegmento de corretivos, com 8% ou R$ 11 bilhões, seguido pela adubação foliar: 4% ou R$ 5 bilhões, ambos pouco representativos frente ao mercado total. “Nutrição foliar é utilizada como um complemento ao processo de adubação pelo solo, pois permite corrigir carências nutricionais”, salienta a especialista. Já os bioestimulantes, ela acrescenta, ocuparam a quarta posição: 1% ou R$ 1,8 bilhão. Outros produtos com menor participação fecham a análise da Kynetec.

Bioestimulantes: adesão progressiva

Conforme Raquel Ribeiro, os bioestimulantes, “soluções que permitem melhor desenvolvimento dos cultivos”, têm se destacado, safra após safra, no mercado de nutrição de plantas. No ciclo 2022-23, ela informa, 63% (R$ 1,1 bilhão) dos produtos do gênero vendidos no país se destinaram à soja, acompanhada por cana-de-açúcar, 16% (R$ 285 milhões), milho safrinha, 12% (R$ 218 milhões), café, 6% (R$ 107 milhões) e algodão, 3% (R$ 60 milhões). “Na soja, principal cultura, pelo menos 41% da área receberam tratamentos com bioestimulantes.”

Em milho safrinha, café, cana-de-açúcar e algodão, ela complementa, o mesmo indicador – igualmente relevante no contexto do estudo – atingiu 23%, 30%, 32% e 41%. De acordo com a executiva, produtores aderem progressivamente à bioestimulação, visando a elevar a qualidade da germinação e do metabolismo de plantas, além de melhorar a absorção e a eficiência de nutrientes e mitigar entraves climáticos.

“Temperaturas altas e restrições hídricas da safra em andamento (2023-24) devem novamente tracionar o desempenho dos bioestimulantes”, finaliza Raquel Ribeiro.

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