Vantagens do inoculante Rhizobium para florestas

O inoculante é composto por uma cultura pura de microrganismos selecionados pela pesquisa
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A produtividade no campo e a manutenção de nutrientes no solo sempre foi uma preocupação entre os produtores rurais e silvicultores. Por conta disso, foram desenvolvidas inúmeras técnicas e pesquisas a fim de potencializá-la e prevenir o desgaste da terra.
Uma das formas de alavancar o crescimento saudável das plantas no campo foi a criação de inoculantes que contêm bactérias formadoras de nódulos nas raízes das plantas (rizóbios) responsáveis pela fixação biológica dos nutrientes (FBN).

O que compõe o Rhizobium?

O inoculante é composto por uma cultura pura de microrganismos selecionados pela pesquisa, neste caso específico, bactérias pertencentes ao gênero Rhizobium. Esse inoculante contém o mínimo de um bilhão de bactérias por mililitros (ml), que são cultivadas e estabilizadas para aplicação nas sementes ou no sulco de plantio.
Este inoculante possui duas funções importantes ao aportar bactérias que promovem o desenvolvimento radicular por meio da produção de fitormônios e a fixação biológica do nitrogênio (FBN), processo pelo qual o nitrogênio presente no ar atmosférico (N2) é convertido em formas que a planta seja capaz de utilizar, contribuindo para a nutrição vegetal.
Para maximizar o efeito dos inoculantes, é importante atentar para as boas práticas de inoculação, onde se destacam os seguintes pontos:

• A inoculação deve ser feita nas horas mais frescas do dia (pela manhã ou à noite), seguindo-se as recomendações de dosagem e aplicação fornecidas pelo fabricante do inoculante;
• O tratamento de sementes deve ser feito à sombra, e a semeadura deve ser feita em, no máximo, 24h, exceto para produtos registrados para a pré-inoculação de sementes;
• O inoculante não pode ser misturado com agroquímicos (fungicidas e micronutrientes), pois os mesmos podem acarretar ação tóxica às bactérias; no tratamento de sementes, aplicar o inoculante em uma segunda operação, após secagem do químico aplicado; no caso da inoculação no sulco de semeadura, deve-se deixar o tanque para uso exclusivo com o inoculante;
• Em solos de primeiro ano de plantio, recomendam-se doses múltiplas de inoculantes: duas a 10 vezes, conforme recomendação de um engenheiro agrônomo;
• Ao utilizar inoculante turfoso, recomenda-se utilizar solução açucarada a 10% (300 mL/50 kg de sementes) ou aditivos (para inoculante) que garantam boa aderência às sementes;
• Não semear “no pó”, pois ambientes quentes e secos são desfavoráveis à sobrevivência das bactérias.

Inoculante no mogno africano

O uso de leguminosas em sistemas de produção é extremamente importante para a manutenção da saúde e da fertilidade do solo no longo prazo, principalmente devido à incorporação de nitrogênio.
A nutrição do solo é atividade primordial para que as plantas apresentem arranque inicial e bom desenvolvimento sem esgotar os nutrientes do solo, principalmente para culturas de longo prazo, como o mogno africano, que apresenta corte raso por volta dos 18 anos de idade.
A utilização do adubo verde como condicionador do solo pelo uso de leguminosas como o feijão guandú (Cajanus cajan) e crotalária (C. juncea, C. spectabilis e C. ochroleuca) inoculadas com microrganismos trazem um ganho expressivo na qualidade da fertilidade biológica.
Na região de Pompéu, em Minas Gerais, esta técnica está sendo feita na fase de preparação do solo com um ano de antecedência.

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