Três Lagoas Florestal reúne gigantes da celulose

Crédito Fransérgio Leão

Publicado em 27 de abril de 2017 às 07h18

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h55

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Não é à toa que Três Lagoas se tornou uma das cidades que mais cresce no País. Os investimentos que chegaram, na final da década passada, com a antiga VCP, atual Fibria e com a fábrica de papel International Paper (pioneira no estado), continuam na cidade. O projeto de expansão da Fibria – na verdade uma nova linha com capacidade para 1,95 milhão de toneladas de celulose por ano – Horizonte 2 segue a todo vapor e deve ser inaugurado até o final do ano.

 Todo esse contexto foi apresentado nos estandes institucionais da feira Três Lagoas Florestal, que aconteceu entre os dias 28 e 30 de março. A feira Três Lagoas Florestal teve, além dos estandes institucionais das fábricas de celulose, exposição com fornecedores de máquinas, implementos, insumos e serviços.

Além disso, o evento reuniu debates, talks shows e encontros que aconteceram paralelamente à feira, durante os três dias de evento.

Na programação paralela, eventos como Inova Celulose, Inova Florestal, Produza Madeira & Floresta, além de duas rodadas de negócios, movimentaram um público de mais de mil pessoas.

A feira reuniu eventos inéditos para networking e bench marketing, chamados ‘Florestal Meeting’, como por exemplo com o tema sobre ‘Produtores independentes de florestas’ que teve como moderador o diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal, Wilson Andrade.

No debate, os presentes puderam discutir sobre como superar os desafios do mercado; para quem vender e como obter melhores preços; quais são as melhores alternativas para quem produz florestas de maneira independente no Brasil, entre outros.

 Trata-se de um evento prático, objetivo e bastante dinâmico voltado à troca de experiências. Além de moderar a reunião, Wilson Andrade realizou a palestra ‘Uso múltiplo do eucalipto no sul da Bahia’.

Também foi palestrante Edimar Scarpinati, gerente de operações da Arborgen. Outros convidados para a discussão foram: Erton Sanchez, Membro do Conselho da Aspex; Walter Rezende, presidente da Câmara Setorial de Florestas Plantadas e Pedro Francio Filho, diretor da Francio Soluções Florestais.

Em sua palestra, Andrade apresentou o programa ‘Mais Árvores Bahia’ – uma iniciativa da ABAF em parceria com uma série de entidades ligadas à agricultura, indústria e à qualificação de mão de obra. Busca incentivar o produtor rural a investir no plantio e manejo de florestas para uso múltiplo com tecnologia aplicada.

Também pretende contribuir para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia ” hoje atendida, na sua maior parte, por outros Estados brasileiros.

Prevê a implantação de duas vertentes de atuação, um chamado Projeto Indústria e outro Projeto Produção, em quatro polos na Bahia ” Litoral Norte, Sul, Sudoeste e Oeste.

A ABAF e o setor de base florestal

A indústria de base florestal usa a madeira como matéria-prima, com destaque para a produção de celulose, celulose solúvel, papel, ferro liga, madeira tratada, carvão vegetal e lenha para o processamento de grãos. A madeira utilizada é plantada e é considerada uma matéria-prima renovável, reciclável e amigável ao meio ambiente.

A ABAF representou as empresas de base florestal do Estado, assim como os seus fornecedores. A ABAF tem como meta primeira contribuir para que o setor que representa se desenvolva sobre bases sustentáveis, seja do ponto de vista econômico, ambiental ou social.

Essa matéria você encontra na edição de maio/junho 2017  da revista Campo & Negócios Floresta. Adquira já a sua.

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