Tecnologias pós-colheita em citros de mesa

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O primeiro passo para assegurar qualidade é a colheita bem-feita. O produtor deve respeitar o ponto ideal de maturação – baseado em índices de cor, acidez, sólidos solúveis e porcentagem de suco – e utilizar ferramentas adequadas, como tesouras, são práticas que fazem diferença. “Muitas vezes o processo é subestimado, e frutas mal colhidas ou com feridas se tornam porta de entrada para podridões posteriores”, explicou Ania Massó.

Higienização e controle de fungos

Após a colheita, o cuidado passa pela recepção e limpeza da fruta, das máquinas e do armazém. A especialista reforçou a importância de reduzir ao máximo a presença de esporos de fungos com desinfecção eficiente.

O uso correto de fungicidas também é determinante. “Se não aplicamos as doses ótimas e não manejamos bem os produtos, podemos criar resistência e, com isso, aumentar os problemas de podridão tanto na origem quanto no destino da fruta”, destacou Ania.

Inovações em equipamentos e processos

Entre as tecnologias de ponta utilizadas na Espanha e apresentadas pela Aruá no evento, estavam:

– Tratamento inicial com água (drench ou balsa) nas primeiras 24 horas pós-colheita, garantindo proteção imediata.

– Sistemas automáticos de dosificação, que controlam e ajustam em tempo real as concentrações de fungicidas, assegurando máxima eficácia e reduzindo falhas.

– Aplicação otimizada de cera, monitorada por visão artificial e algoritmos de inteligência artificial, permitindo ajustes precisos e diminuindo desperdícios.

Evitando erros comuns

Para Ania, além da colheita mal conduzida, outro erro recorrente é não identificar frutos defeituosos na linha de processamento. “Essas frutas podem contaminar todo o lote. Detectar problemas logo no início é essencial para evitar perdas e reclamações no mercado final”, alertou.

Qualidade até o consumidor

As práticas e tecnologias apresentadas reforçam a visão da Aruá: a qualidade da fruta precisa ser preservada do campo até a gôndola. “O fungo sempre estará presente, mas uma boa gestão pós-colheita, aliada a controles eficazes de higiene, frio e aplicação de produtos, garante que o consumidor receba citros de mesa em excelentes condições”, concluiu Ania Massó.

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