Sergio Luiz de Almeida
PI AgSciences
A safra de soja 2025/26 consolida um movimento que vinha sendo construído há quase uma década no Brasil pela Plant Health Care, agora PI AgSciences.
Estamos falando da adoção, em escala comercial, de peptídeos elicitores com base na tecnologia PREtec® (Plant Response Elicitor Technology) como ferramenta estratégica no tratamento de sementes, para o manejo de doenças foliares e nematoides em soja.
Mais do que uma promessa tecnológica, os resultados já são visíveis no campo antes mesmo da colheita.
Portfólio
Um dos produtos com a tecnologia PREtec® é o Teikko™, nematicida bioquímico de última geração, que atua por meio da ativação do sistema imune da planta, tornando-a mais resiliente aos danos causados por nematoides.
Em ensaio conduzido em Chapadão do Sul (MS), sob infestação natural de nematoide de cisto (Heterodera glycines), o produto proporcionou incremento de 6,1 sacas/ha na dose de 90 µg/semente, quando comparado à testemunha.
Na prática, porém, essa nova tecnologia tem mostrado a consistência dos efeitos fisiológicos logo nos estádios iniciais da cultura. Em Primavera do Leste (MT), área de pivô com alta pressão de nematoide de cisto, o tratamento com 90 µg/semente, equivalente a 22 g/ha, apresentou média de 96% de cobertura vegetal, frente a 86% no padrão do produtor.
A diferença visual aos 32 dias após a emergência reforça o conceito de plantas mais vigorosas e com maior capacidade de exploração radicular (Figura 1).

Associação de tecnologias
Quando associado ao Saori®, fungicida bioquímico de tecnologia PREtec®, os efeitos se ampliam. Em Claudia (MT), o tratamento de sementes com Teikko™ + Saori® alcançou 82% de cobertura vegetal, frente a 61% no padrão (Figura 2).

Já em Unaí (MG), a combinação resultou em maior estande, com média de 384 mil plantas/ha contra 367 mil no padrão do produtor, além de melhor sanidade de plântulas em área com ocorrência de Fusarium spp (Figura 3).

Planta pronta para a produtividade
Os dados de campo da safra 2025/26 reforçam um conceito que ganha força no manejo moderno da soja: não se trata apenas de controlar o patógeno, mas de preparar fisiologicamente a planta para enfrentar o estresse biótico e abiótico ao longo do ciclo.
Com resultados visíveis desde a germinação e histórico de ganhos médios de produtividade nas safras anteriores, os peptídeos com tecnologia PREtec® deixam de ocupar um nicho experimental e passam a integrar, de forma definitiva, a estratégia tecnológica de produtores que buscam rentabilidade com sustentabilidade.
A colheita ainda virá. Mas, nesta safra, os sinais de que a tecnologia PREtec® de peptídeos elicitores já é realidade no campo brasileiro estão impressos nas raízes, no estande e no vigor das lavouras.

