Em regiões onde o termômetro ultrapassa facilmente os 40 °C, proteger a melancia da radiação solar intensa deixou de ser detalhe e virou questão de sobrevivência da lavoura. É nesse cenário que o protetor solar agrícola Solround vem ganhando espaço como ferramenta estratégica no manejo. Produtores relatam redução expressiva de perdas por queimadura, maior uniformidade dos frutos e economia significativa de mão de obra. “Se não existisse, eu já teria perdido caminhões”, diz Newton Roda.
Em uma área de 25 hectares de melancia, o produtor resume o impacto do produto de forma direta: sem proteção, as perdas seriam inevitáveis. Segundo ele, em dias de calor intenso, uma única tarde pode comprometer de cinco a sete cargas de melancia se os frutos estiverem expostos. Antes, a proteção era feita manualmente, com papel sobre os frutos, um processo demorado, caro e dependente de equipe numerosa. “Hoje, em um dia, consigo cobrir uma grande área com o Solround. Antes eu vinha com papel, indo e voltando no campo. Agora encontrei uma solução que não deixa minha produção queimar”, relata.
Além da praticidade, ele destaca a questão econômica. Embora exija investimento, o custo é diluído quando comparado: à fruta descartada por queimadura; à mão de obra para aplicação manual de papel; às perdas por pisoteio durante o manejo tradicional. “O Solround sai muito barato quando você coloca na ponta do lápis”, define.
Calor extremo exige estratégia
Em demonstração de campo realizada em Jussara, às 9 horas da manhã, o termômetro já marcava 35 °C. A projeção para o meio-dia era chegar a 45 °C. Em condições assim, deixar a fruta exposta é assumir risco elevado de queimadura solar; desvalorização comercial e descarte no packing.
A comparação visual entre áreas protegidas e não protegidas evidencia a diferença no aspecto dos frutos, especialmente em regiões onde a radiação é intensa e constante.
Área 100% protegida: uniformidade e padrão comercial
Em Teixeira de Freitas (BA), no extremo sul do estado, o produtor Jorge Aguiar adotou o produto em 100% da área, em 75 hectares de melancia.
Ele explica que tradicionalmente utilizava papel para proteger os frutos, mas enfrentava problemas recorrentes, como pisoteio; desprendimento da proteção; queimaduras; elevado custo com mão de obra.
“Hoje eu não consigo mais plantar sem ele. Fui incorporando no manejo e gostei muito. O produto segura bem. Choveu bastante e ele permaneceu. Fiz reaplicação, mas o desempenho foi muito bom.”
Para ele, o protetor solar passou de teste para ferramenta fixa no sistema de produção.
Manejo é fundamental
Os produtores ressaltam que o resultado depende da forma de aplicação. A comparação é simples: como pintar uma parede, pode ser necessária mais de uma mão para garantir cobertura adequada. O manejo correto, dose, momento e reaplicação são determinantes para que o filme protetor exerça sua função de refletir parte da radiação solar e reduzir o estresse térmico sobre os frutos.
Ferramenta que veio para ficar
Com temperaturas cada vez mais elevadas em diversas regiões produtoras, proteger a melancia do sol intenso tornou-se um dos maiores desafios da cultura. Na avaliação de quem já incorporou ao manejo, o Solround se consolida como:
- Redutor de perdas por queimadura;
- Aliado na padronização dos frutos;
- Ferramenta de otimização de mão de obra;
- Estratégia de segurança produtiva.
Em um cenário de clima extremo e margens cada vez mais pressionadas, tecnologias que preservam produtividade e qualidade tendem a ganhar espaço definitivo no campo.
