Silício na proteção de doenças do maracujazeiro

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Publicado em 14 de maio de 2017 às 19h48

Última atualização em 14 de maio de 2017 às 19h48

Acompanhe tudo sobre Água, Cálcio, Defensivo, Manganês, Maracujá, Nutrição e muito mais!

Anelisa de Aquino Vidal Soares

Pesquisador científico da APTA/Polo Regional Centro-Oeste/UPD Marília

vidal@apta.sp.gov.br

Rosemary M. de Almeida Bertani

Doutora e pesquisadora científica da APTA/Polo Regional Centro-Oeste

Angélica Cristina Fernandes Deus

Pós-doc em Agronomia/FCA/UNESP

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O silício é manejado dentro da nutrição de plantas como um elemento com função preventiva nas plantas em decorrência do modo em que se deposita nas paredes celulares, formando uma barreira física que dificulta a proliferação de doenças fúngicas e o ataque de pragas, principalmente do grupo das mastigadoras.

O silício, após absorvido e depositado nas folhas e frutos do maracujá, pode formar uma barreira química e física que dificulta o ataque de doenças, principalmente as fúngicas. No entanto, novos estudos científicos precisam ser realizados para que o conhecimento quanto à forma de deposição seja mais bem conhecido nas plantas de maracujá. Além disso, fontes e formas de aplicação precisam ser mais avaliadas.

Talvez o silício também possa ser importante para os períodos de veranicos que a cultura atravessa ao longo de seu desenvolvimento no campo. Menor abertura estomática, principalmente em horários mais quentes do dia, foi observada em outras culturas consideradas acumuladores de Si. Tal comportamento favorece a menor perda de água por transpiração.

Outra vantagem poderia estar associada à melhor nutrição das plantas. Existem estudos demonstrando que o silício favorece a absorção de macronutrientes, e por outro lado ajuda na redução da toxidez por alumínio, manganês e por estresse salino.

Melhor época para aplicação

A aplicação de silício deve ser feita via foliar para a cultura do maracujá e precisa ser realizada toda vez que a planta emitir nova brotação até a produção dos frutos.

Ele pode ser aplicado via solo, protegendo as raízes e doenças ligadas ao colo da planta, bem como via foliar. Como se trata de uma planta que não acumula silício e, portanto, provavelmente não terá translocação do elemento da raiz até as folhas, adubações foliares podem ser uma alternativa viável.

Entre as novidades está o uso da nano sílica e do silício estabilizado para aplicações foliares.

Evite erros

O maior erro pode ser cometido ao se misturar uma fonte de silício foliar a outros adubos. Geralmente as fontes de Si possuem grande afinidade com outros elementos, como o cálcio, magnésio, dentre outros, diminuindo sua disponibilidade para as plantas.

É importante seguir a recomendação de aplicação de cada fabricante. Também é importante respeitar a dose recomendada de cada produto, pois o silício em si não causa toxidez, mas o nutriente acompanhante em excesso pode causar.

Custo

Todo custo está diretamente relacionado ao retorno econômico e ambiental que determinada técnica proporciona. Se pensarmos na redução do uso de defensivos para o controle de pragas e doenças, talvez os custos possam ser reduzidos e de menor impacto ambiental.

Essa matéria você encontra na edição de maio 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

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