Reações do milho à aplicação das algas

A eficiência das algas na agricultura é evidenciada por seus constituintes, entre eles: aminoácidos, macro e micronutrientes, carboidratos complexos, fitormônios e matéria orgânica. Logo, atuam como biofertilizantes, bioestimulantes e, principalmente, como agentes elicitores de diversos processos nas plantas.

Publicado em 13 de maio de 2019 às 16h02

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h41

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Autores

Raimundo Vagner de Lima Pantoja
Graduando em Agronomia – Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) – campus Paragominas (PA)
Diego Wyllyam do Vale
Doutor em Agronomia – Universidade de Illinois
Letícia de Abreu Faria
Doutora e professora – UFRA – campus Paragominas
leticiadeabreufaria@gmail.com

A eficiência das algas na agricultura é evidenciada por seus constituintes, entre eles: aminoácidos, macro e micronutrientes, carboidratos complexos, fitormônios e matéria orgânica. Logo, atuam como biofertilizantes, bioestimulantes e, principalmente, como agentes elicitores de diversos processos nas plantas.

Por sua rica composição, as algas apresentam benefícios em diversas culturas, como no feijoeiro, soja, batata, trigo, citros, tomate, cana-de-açúcar e muitas outras. De modo geral, o extrato ocasiona melhor germinação das sementes, crescimento das plantas, florescimento, enraizamento, aumento da resistência a fatores bióticos e abióticos, entre outras vantagens que possibilitam ganhos produtivos.

Manejo em milho

Assim como em muitas culturas, a aplicação de algas no milho apresenta vantagens que podem levar a maiores produtividades e rendimentos, uma vez que elas tornam as plantas mais saudáveis e enraizadas, o que é importante na resistência a adversidades e na nutrição da planta, respectivamente.

Estudos com milho indicam que o extrato de algas deve ser aplicado no estádio vegetativo, pois nele as plantas requerem maior concentração de regulador de crescimento que no estádio reprodutivo, resultando assim em plantas com maior crescimento vegetativo. 

Os bioestimulantes de extrato de algas possuem compostos que são capazes de melhorar o crescimento e vigor das plantas, como as citocininas, giberelinas e auxinas, sendo estas últimas a resposta para o melhor enraizamento, pois promovem o alongamento radicular ao estimular a maior produção de auxinas nas plantas. Portanto, com sistemas radiculares mais amplos exploram maior volume de solo, possibilitando a absorção de água e nutrientes em camadas mais profundas.

O extrato de algas proporciona plantas mais vigorosas e com sistema radicular forte, consequentemente, aumenta a área foliar e o vigor da planta. Além disso, induz a maior atividade da enzima β-1,3-glucanase, que tem propriedades antifúngicas; ativa as respostas de defesa e a proteção contra muitos patógenos; melhora a capacidade da planta em se recuperar após estresse, e em tratamento de sementes melhora o arranque inicial do milho.

Recomendações

A aplicação deve ocorrer no tratamento de sementes ou no estádio V3 ou V4. A dosagem recomendada para o tratamento de sementes com extrato de algas, como o de Ascophyllum nodosum, é de 1,0 a 2,0 mL/kg de sementes. Por serem dosagens muito baixas, a aplicação foliar é a forma mais recomendada.

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