2025 foi um dos anos mais quentes da história. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura média anual no Brasil foi de 24,56°C, o que representa 0,33°C acima da média histórica. Esse aumento da temperatura e a radiação solar intensa estão entre as principais preocupações dos produtores rurais, provocando estresse térmico e fotooxidativo nas lavouras.
“O estresse térmico provoca desorganização das membranas celulares, aumento da respiração vegetal e redução da eficiência fotossintética. Já o estresse fotooxidativo está associado ao excesso de radiação, que leva à formação de espécies reativas de oxigênio (EROs), capazes de danificar o aparato fotossintético, acelerar a senescência das folhas e reduzir o desempenho produtivo das plantas”, explica Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica.
Uma única onda de calor intensa pode reduzir a produtividade de uma lavoura em até 50%. Estima-se que as altas temperaturas gerem perdas diárias de produtividade equivalentes a R$ 2 bilhões globalmente, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Nesse cenário, os protetores solares agrícolas surgem como importante ferramenta de manejo para mitigar os efeitos do excesso de radiação e do calor. A tecnologia reduz a absorção de energia pelas plantas e protege folhas e frutos contra danos fisiológicos, contribuindo para maior estabilidade produtiva em condições climáticas adversas.
Existem dois tipos de protetores solares agrícolas: físicos e fisiológicos, que funcionam de maneira diferente, porém complementar “Os protetores solares físicos, à base de minerais como caulim, carbonato de cálcio e dióxido de titânio, formam uma película clara sobre folhas e frutos. Essa camada reflete parte da radiação solar, reduzindo o aquecimento da planta e ajudando a evitar problemas como escaldadura solar, necrose e danos por excesso de luz. Além disso, a melhor distribuição da luz sobre a planta pode aumentar a eficiência do uso da radiação, mesmo em condições de calor intenso”, completa o especialista da BRQ.
Os protetores solares fisiológicos atuam “por dentro” da planta, fortalecendo seus mecanismos naturais de defesa. Nutrientes como cálcio e silício ajudam a proteger as células e o sistema fotossintético e auxiliam a planta a tolerar melhor o calor e a seca. Extratos vegetais ricos em antioxidantes também contribuem para neutralizar substâncias tóxicas geradas pelo estresse, preservando o metabolismo vegetal.
“Essa tecnologia foi desenvolvida pela BRQ para combater o estresse climático e proporcionar maior estabilidade da produção e melhor qualidade dos frutos. O manejo dos estresses fotooxidativo e térmico é uma estratégia moderna e eficiente, que contribui para lavouras mais resilientes, produtivas e sustentáveis frente às mudanças climáticas”, assinala Bruno Neves.
