Nos últimos seis anos, a PLC Distribuidora passou por uma transformação que redefiniu seu papel no mercado e consolidou um posicionamento mais estratégico, especialmente no agronegócio.
À frente desse movimento estão Eduardo Henrique, CEO da empresa, e seu irmão, Vinicius Caetano, que resumem essa trajetória como a transição clara de quem vendia apenas produto para quem entrega solução. “A PLC deixou de ser somente fornecedora de caixas plásticas para atuar como parceira operacional dos clientes, ajudando na escolha correta dos modelos, na padronização do uso e, principalmente, na redução de perdas ao longo de todo o fluxo logístico”.
Especialização, processo e disciplina como base do crescimento
A mudança veio acompanhada de uma especialização do portfólio por aplicação. Em vez de trabalhar com uma prateleira genérica, a empresa passou a estruturar suas linhas de produtos com base em cenários específicos como colheita, beneficiamento, armazenamento, transporte, manuseio e organização de estoques, atendendo de forma mais precisa segmentos como agro, hortifruti, logística e indústria.
Paralelamente, a PLC promoveu uma inovação menos visível, porém decisiva, ao orientar toda a operação por processos bem definidos. Foram criadas rotinas e padrões comerciais, estabelecidos critérios como ticket mínimo, regras para evitar vendas inadequadas e uma estruturação robusta do pós-vendas, com foco em experiência do cliente, NPS, recompra, cobrança e alinhamento fiscal e financeiro.

Escala sustentada por dados e CRM
Outro marco importante dessa evolução foi a adoção de CRM e de uma disciplina comercial consistente. A empresa deixou de depender exclusivamente do talento individual de seus vendedores e passou a sustentar seu crescimento por meio de pipeline estruturado, qualificação e requalificação da base de clientes, cadência comercial e gestão clara do funil de vendas.
Esse amadurecimento abriu espaço para um movimento estratégico mais recente, voltado à logística reversa e à circularidade, posicionando a PLC não apenas na compra e venda, mas também no retorno e reutilização de ativos.
Tecnologia e Inteligência Artificial no centro da estratégia
O olhar para o futuro passa fortemente pelo investimento em tecnologia. A PLC avança na automação de processos e na integração entre áreas como comercial, faturamento, pós-vendas e financeiro, com o objetivo de eliminar gargalos, reduzir atrasos, diminuir retrabalho e garantir uma experiência mais fluida ao cliente.
Segundo o CEO, a gestão orientada por dados ganhou protagonismo, permitindo entender profundamente quem é o cliente, como opera e quais são seus hábitos de compra. “Nesse contexto, a Inteligência Artificial começa a ocupar espaço relevante, com testes focados em otimizar atendimento, acelerar respostas e apoiar decisões comerciais, além de projetos estratégicos ainda sob confidencialidade”, detalha Eduardo Henrique.
Cultura, pessoas e execução como diferencial competitivo
Mais do que tecnologia, o crescimento da PLC nos próximos anos será guiado por práticas e processos bem definidos. A empresa vem consolidando uma cultura de excelência operacional baseada em disciplina, responsabilidade e execução consistente.
A venda passa a ser o início de um relacionamento dentro de um ecossistema próprio, sustentado por recompra, parceria de longo prazo e relacionamento ativo. Para manter esse ritmo, a PLC investe em treinamento contínuo, alinhamentos frequentes e acompanhamento rigoroso de performance, elevando o nível do time de forma constante.

Inovação conectada à sustentabilidade e à logística reversa
A estratégia da PLC também se conecta diretamente à agenda de sustentabilidade, ESG e logística reversa. O uso de caixas rígidas e padronizadas reduz o consumo de embalagens descartáveis e diminui desperdícios no transporte e na armazenagem.
A empresa avança no conceito de ciclo completo, que envolve especificação correta, orientação de uso, estímulo ao retorno e reaproveitamento, além da redução de perdas por avarias.
A eficiência logística gerada pela padronização resulta em menos viagens, menor descarte e menor impacto ambiental, abrindo caminho para modelos circulares, como a locação de embalagens retornáveis.
O futuro da PLC no agronegócio
No agronegócio, Eduardo Henrique observa um movimento claro de profissionalização, especialmente nas cadeias de hortifrúti e produtos perecíveis, pressionadas por redução de perdas, padronização, rastreabilidade e eficiência operacional. “O posicionamento da empresa é ser a distribuidora especialista em soluções plásticas para o agro, indo além da venda de caixas para ajudar produtores, beneficiadores e distribuidores a operarem melhor. A visão de futuro é se tornar uma infraestrutura de movimentação do agro, inicialmente regional e depois nacional, entregando padronização de armazenagem e transporte, redução de perdas e avarias, prontidão de entrega e soluções retornáveis integradas à logística reversa”, define.
Para ele, a combinação entre execução, processo, portfólio adequado e um pós-vendas forte é o que garante fidelização, recorrência e crescimento sustentável.
