Os 5 erros mais comuns na implantação de sistemas de irrigação – e como evitá-los

Netafim alerta: equívocos no projeto e na instalação podem comprometer produtividade e vida útil dos sistemas
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A irrigação tem ganhado cada vez mais espaço no campo brasileiro, especialmente em culturas como cana-de-açúcar e citros. No entanto, mesmo com a tecnologia disponível, erros cometidos ainda na fase de implantação podem comprometer a produtividade e a longevidade dos sistemas. Com mais de 30 anos de atuação no Brasil e 60 anos globalmente, a Netafim, pioneira e líder mundial em irrigação por gotejamento, faz um alerta técnico sobre os principais equívocos que observa no campo e reforça como uma abordagem de engenharia especializada e um pós-venda estruturado são essenciais para garantir alta performance.

Segundo João Cláudio Trosdorf, diretor de Engenharia, Projetos e Serviços da empresa, “os impactos vão desde a queda na produtividade, diminuição da vida útil do sistema, irrigação desigual ou insuficiente, até perdas financeiras, devido ao uso ineficiente de água, fertilizantes e energia”. Ele destaca que erros na implantação podem resultar em problemas como compactação do solo, saturação ou estresse hídrico nas plantas e aumento da necessidade de manutenção corretiva, elevando custos operacionais.

Os especialistas da empresa listaram os principais erros que comprometem o desempenho da irrigação localizada:

  1. Dimensionamento inadequado do sistema – Erros na pressão, vazão ou layout são mais comuns do que se imagina e comprometem diretamente o funcionamento do projeto. Mauro Andrade, gerente de Desenvolvimento Técnico, explica que um sistema mal dimensionado pode não fornecer a quantidade correta de água às plantas ou gerar excesso, levando ao desperdício de insumos e à perda de uniformidade da irrigação.

     
  2. Falta de análise do solo, clima e cultura – Negligenciar os fatores edafoclimáticos e as características específicas da cultura afeta diretamente a eficiência do sistema. “Quando não se considera o tipo de solo e a demanda hídrica da cultura, corre-se o risco de irrigar demais ou de menos, prejudicando o desenvolvimento da planta”, alerta Andrade. Ele lembra que isso é crítico em sistemas com fita gotejadora enterrada, pois a profundidade e a uniformidade do enterrio dependem diretamente dessas análises.

     
  3. Instalação incorreta dos chicotes – A conexão entre a linha lateral e as fitas gotejadoras, feita por meio dos chicotes exige precisão. “Um acoplamento mal executado pode estrangular a mangueira e impedir a passagem da água de forma adequada, reduzindo drasticamente a eficiência do sistema”, reforça Andrade.

     
  4. Instalação mal executada – Tubulações mal enterradas, excesso de cola e conexões frouxas são problemas recorrentes e podem causar vazamentos e comprometer o desempenho geral. João Alberto Lélis, gerente de Pós-Vendas e Serviços, comenta que, em muitos casos, a má execução também reduz a vida útil do sistema. “É um erro que aumenta os custos de manutenção e, em situações extremas, obriga o produtor a substituir partes do sistema antes do tempo previsto”, explica.

     
  5. Ausência de sistema de filtragem eficiente – Economizar no elemento filtrante ou escolher o modelo inadequado aumenta significativamente o risco de entupimento, principalmente no gotejamento. “Esse é um erro crítico porque, além de comprometer a irrigação, o entupimento pode passar despercebido por algum tempo, causando prejuízos irreversíveis à cultura”, alerta Lélis.

     

Esses problemas podem ser evitados com uma abordagem técnica que acompanhe todas as etapas do projeto. A Netafim adota um modelo que começa com a análise detalhada da cultura, do tipo de solo, do clima e da disponibilidade hídrica, passando por visitas a campo na elaboração do projeto, instalação supervisionada e treinamento dos operadores. “Queremos que o cliente desfrute do máximo de disponibilidade do sistema para alcançar o máximo de produtividade. Por isso, atuamos com visitas regulares, manuais de operação e treinamentos”, destaca Lélis.

Em 2024, a Netafim reforçou sua identidade técnica com o lançamento da marca TechX, que identifica seus serviços de engenharia e pós-venda. “Ela fortalece nossa identidade com a tecnologia aplicada à irrigação localizada, a excelência que buscamos e a experiência que queremos prover aos nossos clientes”, afirma Trosdorf. Com quase 80 profissionais atuando em todo o Brasil e suporte global, a empresa já implantou projetos em mais de 50 culturas no país, cobrindo cerca de 500 mil hectares com sistemas de irrigação localizada. “Já atuamos em reformas e substituição de sistemas mal dimensionados ou mal instalados por outras empresas, e é impressionante a desuniformidade no desenvolvimento da cultura nesses casos”, relata Andrade.

Apesar da importância, a manutenção preventiva ainda é negligenciada em muitas propriedades. “Muitos deixam de fazer por desconhecimento do sistema ou por falta de mão de obra capacitada. Por isso, oferecemos inclusive a opção de contratar um serviço de operação e manutenção, com profissionais dedicados exclusivamente ao cliente”, finaliza Lélis.

A Netafim reforça sua posição como referência em irrigação localizada e a importância do suporte técnico para que o produtor rural alcance o melhor desempenho no campo.

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