Nutrição mineral de micronutrientes e inoculação da cultura do milho safrinha

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Publicado em 12 de fevereiro de 2015 às 07h00

Última atualização em 12 de fevereiro de 2015 às 07h00

Acompanhe tudo sobre Boro, Colheita, Germinação, Inoculação, Manganês, Milho safrinha, Nutrição, Nutrição foliar, Safrinha, Zinco e muito mais!

 

Daniela Vitti

Maickon F. R. Balator

Coordenadores técnicos – Brasil

Renato Passos Brandão

Gestor agronômico

 

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A sucessão de culturas soja-milho safrinha representa o principal sistema de produção de grãos das regiões agrícolas do Centro-oeste, Sudeste, parte nordeste da região Sul, e outras regiões do país.

A principal opção de semeadura após a colheita da soja-verão é o milho, vulgarmente chamada de milho safrinha. Nos últimos 20 anos, a área de milho safrinha aumentou 10 vezes, atingindo oito milhões de hectares e a produtividade duplicou, com valores superiores a 5 ton/ha.

Neste ano, excepcionalmente devido aos problemas climáticos enfrentados pelos em todo o País, os produtores foram obrigados a atrasar a semeadura da soja, com consequente atraso na semeadura do milho, trazendo redução na área com milho safrinha. Porém, os preços praticados nos últimos dias estão mantendo o ânimo dos produtores.

Investimento

Geralmente o investimento dos agricultores na cultura do milho safrinha é menor em relação à da soja e milho verão, pelo simples motivo de ser uma cultura de risco, principalmente em relação à falta de chuvas nas principais fases fenológicas da cultura.

Conforme o Comunicado Técnico 195 da Embrapa Agropecuária Oeste, de Dourados/MS, a estimativa do custo total por hectare do milho safrinha para a safra 2015 será de aproximadamente R$ 1.608,23/ha, ou 98,3 sacas/ha, considerando a previsão do preço de milho para Mato Grosso do Sul de R$ 16,36 a saca de 60 kg.

Em anos de margens estreitas, os agricultores optam por excluir o investimento com o programa de nutrição foliar e inoculação. Será que compensa utilizar este pacote tecnológico na cultura do milho safrinha?

Conforme a figura 1, o custo com fertilizantes foliares e inoculação representa apenas 4,5% em relação aos demais insumos, ou seja, é o menor investimento, porém, possui a mesma importância em relação aos demais insumos.

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Informações importantes

O objetivo deste informativo é apresentar a importância da inoculação como primeira e fundamental prática a ser adotada na busca do sucesso da implantação da lavoura, considerando o custo-benefício que a mesma traz.

Antes de tudo é necessário ter em mãos as análises de solo, foliar, expectativa de produtividade, histórico de deficiência entre outras informações. Além disso, temos que acabar com este mito que o milho necessita somente de zinco.

Como podemos verificar na tabela 1, esta gramínea exige praticamente a mesma quantidade de manganês e zinco, ou seja, 340 g e 400 g para produzir 9,1 ton de milho, respectivamente.

Além do manganês e zinco, não podemos nos esquecer do boro e cobre, que podem ser limitantes na produtividade do milho, dependendo dos seus respectivos teores no solo.

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Considerações finais

O adequado planejamento do estabelecimento da cultura, com o uso de sementes de alta qualidade (germinação e vigor), seguido de correta inoculação, levando-se em consideração todo o cuidado que se deve ter no armazenamento, manuseio e aplicação do inoculante, é o início do sucesso do estabelecimento da cultura.

Considerando o custo-benefício destas práticas, é fundamental que o produtor, como empresário rural, não abra mão de tais técnicas visando o máximo de ganho na ocasião da colheita.

 

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