Microvespa-do-eucalipto

Há algumas décadas o plantio de eucalipto tem alcançado sucesso no território brasileiro.
Eucalipto - Crédito Fibria

Publicado em 1 de março de 2021 às 08h56

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h52

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Suzeth Carvalho SousaGraduanda em Agronomia – Unicerradosuzecarvalho10@gmail.com

Pauletti K. RochaEngenheira agrônoma, mestra em Agronomia e diretora do curso de Agronomia – Unicerrado paulettirocha@unicerrado.edu.br

Eucalipto – Crédito Fibria

Há algumas décadas o plantio de eucalipto tem alcançado sucesso no território brasileiro. Com segmentos voltados para o ramo da celulose e papel, produção de carvão vegetal, madeira para serraria, extração de óleo essencial e até energia.

A cultura vem se tornando uma opção rentável tanto em monocultivo quanto em  istemas integrados. A espécie Corymbia citriodora é destinada à produção de óleos essenciais e vem sendo atacada por um inseto-praga denominado de microvespa-do-eucalipto-citriodora Epichrysocharis burwelli Schauff (Hymenoptera: Eulophidae).

Essa praga é originária da Austrália e foi introduzida no Brasil em 2002, sendo constatada em 2003 em Minas Gerais. Também existem relatos da detecção desse inseto em outros Estados das regiões sudeste e sul do País.

Danos

As microvespas efetuam as posturas das 9h às 17h, sendo a oviposição inserida sob a epiderme da folha nova e de cor avermelhada. A larva desenvolve-se no interior da folha, possui formato arredondado e coloração amarelo-clara, formando o cecídio.

Nos locais onde ficam os cecídios necrosados, as vesículas de óleo desaparecem, comprometendo a produção da essência oleosa. A infestação ocorre nas folhas novas, em ambas as faces, havendo a formação de galhas globosas, que evoluem juntamente com o crescimento da folha, e que podem atingir a quantidade de 40 galhas/cm2.

Galhas são definidas como qualquer desvio no modelo de crescimento normal da planta, provocado pela presença e atividade de um organismo externo, nesse caso a microvespa. O orifício de saída dos adultos contribui para a entrada de patógenos que aumentam a necrose do limbo foliar e provoca a deiscência das folhas.

Assim, o ataque da microvespa promove o necrosamento e a queda prematura das folhas, o que não interfere na qualidade do óleo produzido, porém, a produtividade é afetada, podendo atingir perdas em torno de 50% em plantas atacadas.

Controle

Quanto ao combate de E. burwelli, não existem produtos registrados junto ao Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). No que diz respeito ao controle biológico, não foram identificados inimigos naturais efetivos para o seu controle, fato que contribui para o aumento da densidade populacional da microvespa e alta capacidade de dispersão da mesma.

Uma opção seria identificar variedades de C. citriodora mais resistentes e realizar o processo de clonagem a fim de utilizá-las em futuras plantações de eucalipto. Com base no exposto, é possível verificar que as pesquisas devem ser intensificadas nas regiões produtoras de eucalipto, a fim de controlar as injúrias/danos causados por E. burwelli nos plantios de C. citriodora.

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