Mercado do melão em expansão: como crescer com qualidade e proteção

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Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 05h07

Última atualização em 20 de fevereiro de 2026 às 14h09

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Lucas Barbosa
Gowan

O melão é uma das frutas mais consumidas e valorizadas no mundo, tanto pelo seu perfil nutricional quanto pelo sabor doce e refrescante, características que sustentam uma demanda sólida nos mercados interno e externo.

No Brasil, esse potencial vem se convertendo em dinamismo produtivo e comercial, com destaque para o polo produtor do nordeste. Em 2025, a área produtiva brasileira de melão registrou aumento próximo de 10% em relação a 2024.

No mesmo período, o custo de produção foi reduzido em cerca de 12%, enquanto a receita com exportações apresentou crescimento expressivo, da ordem de 60%. Esses números evidenciam não apenas a expansão da área cultivada, mas, principalmente, um avanço claro em capitalização e valorização da cultura, sendo uma grande oportunidade.

O futuro logo ali

As perspectivas para os próximos anos reforçam esse cenário positivo. A expectativa do governo brasileiro é de que as exportações de melão sejam triplicadas em de três anos. O volume anual embarcado pode saltar de aproximadamente 17 mil para 51 mil contêineres destinados ao mercado internacional, impulsionado sobretudo pela crescente demanda dos mercados europeu e chinês.

Todavia, o tamanho das oportunidades caminha lado a lado com a dimensão dos desafios. No melão, poucas variáveis determinam tanto o sucesso produtivo e comercial quanto a fitossanidade da lavoura.

Para atender compradores cada vez mais exigentes, especialmente no mercado externo, a sanidade foliar torna-se um fator decisivo, pois está diretamente ligada à produtividade, à qualidade dos frutos, à vida de prateleira e, sobretudo, à previsibilidade da colheita.

Nesse contexto, as doenças ganham protagonismo como um dos principais pontos de atenção dos produtores de melão, e o míldio se destaca pelo elevado potencial de dano e pela rapidez com que compromete o dossel da planta quando encontra condições favoráveis, podendo, em situações severas, causar perdas de até 100% da produção.

Míldio: ameaça que começa na folha

O míldio do meloeiro, causado por Pseudoperonospora cubensis, é amplamente reconhecido como uma das principais ameaças fitossanitárias nas regiões produtoras, especialmente em períodos como agora: de maior umidade; quando a doença avança com intensidade e exige rigor no manejo.

A lógica é simples: ao reduzir a área foliar efetiva, o míldio antecipa o desfolhamento, derruba o vigor da planta e restringe o enchimento e a padronização dos frutos, prejudicando quantidade e qualidade ao mesmo tempo.

O patógeno pode inviabilizar a colheita comercial, tornando-se, na prática, um limite real para quem busca estabilidade produtiva e padrão de mercado.

Por isso, em lavouras de alto desempenho, o controle do míldio não é tratado como reação tardia, e sim como estratégia. É exatamente nesse ponto que a escolha das ferramentas faz a diferença.

Tecnologias que combatem o mildio

Com forte atuação em HF e foco em soluções alinhadas à realidade do campo, a Gowan posiciona duas tecnologias que se complementam no manejo do míldio do melão: Harpon e Airone; ferramentas desenvolvidas para atuar de forma consistente no controle da doença, entregando ao produtor segurança, qualidade e a confiança já reconhecida das soluções Gowan.

Harpon: proteção e combate da doença

O Harpon se baseia em um conceito de eficiência que faz diferença no campo: agir precocemente, conter o avanço da doença e reduzir a necessidade de aplicações emergenciais.

A zoxamida, molécula de atuação global reconhecida no controle de oomicetos, fortalece programas de manejo ao contribuir para a redução da pressão de seleção por resistência quando bem posicionada e alternada.

A tecnologia Zoxium, por sua vez, possui alta afinidade com a camada cerosa da folha, o que confere resistência à lavagem superior à de outros produtos.

Ao bloquear a liberação de esporos, o Harpon atua antes de outros fungicidas, impedindo a disseminação do patógeno e evitando novas infecções. Esse mecanismo sustenta uma proteção contínua entre os intervalos de aplicação, reduzindo falhas no manejo e transformando o produto em uma ferramenta de programa, e não apenas em uma solução pontual.

A tecnologia combinada do Harpon fornece proteção por dentro e por fora da folha, com equilíbrio técnico frente a diferentes níveis de pressão do míldio.

Airone: controle mais rápido e prolongado

Airone entra como um pilar protetor no manejo, trazendo a força dos cúpricos em uma formulação inovadora. Por combinar hidróxido de cobre, de ação mais rápida e responsável pelo controle imediato, com oxicloreto de cobre, que promove uma liberação de Cu mais lenta e gradual, o produto entrega uma proteção mais estável e residual ao longo do tempo; característica particularmente valiosa quando o ambiente favorece a doença e o produtor precisa de previsibilidade no intervalo de aplicação

Além do benefício agronômico, a formulação SC de alta tecnologia do Airone, com dispersão imediata, contribui diretamente para o desempenho operacional. Sua superioridade não está apenas no fato de ser uma formulação SC, mas nas características específicas de estabilidade, qualidade de dispersão e comportamento em calda, que não estão presentes em todas as formulações desse tipo.

Isso se traduz em maior facilidade de manuseio, melhor dinâmica de aplicação, redução do entupimento de bicos (problema comum entre produtos concorrentes), maior flexibilidade em misturas de tanque e, consequentemente, maior rentabilidade operacional.

Diversificação em mecanismos de ação

Do ponto de vista do manejo contra a resistência, o cobre atua como multissítio, reforçando programas que exigem diversificação de mecanismos de ação ao longo do ciclo.

Quando Harpon e Airone entram juntos no programa, o efeito prático para o produtor é claro: uma lavoura mais limpa, folhas protegidas por mais tempo e menor risco de perder o “timing” do controle, justamente o que o míldio explora quando encontra falhas entre aplicações.

É esse tipo de construção, com tecnologias que se encaixam e se somam, que protege o potencial produtivo e sustenta padrão comercial, fator decisivo para o mercado de melão, que remunera qualidade, mas penaliza instabilidade.

Pés na terra e mãos à obra: Gowan junto ao produtor

Alinhada à cultura do melão, a Gowan tem se posicionado de forma consistente ao lado dos produtores, consolidando-se como uma parceira tradicional em diferentes regiões do país.

Atualmente, o portfólio da Gowan contempla soluções para cerca de 15 desafios, entre pragas e doenças, por meio de 12 produtos pensados para produtor de melão. Esse alcance é resultado de uma empresa focada em HF, permanentemente conectada à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias que agregam valor ao manejo e ajudam o produtor a atingir seus objetivos no campo.

Em um cenário no qual o melão brasileiro amplia espaço e ambição nos mercados interno e externo, a fitossanidade deixa de ser apenas custo de produção e passa a assumir papel estratégico dentro do negócio.

Controlar o míldio com consistência não é detalhe: é o que mantém a área foliar ativa, garante frutos com padrão comercial e viabiliza o cumprimento dos contratos. É com os pés na terra e as mãos à obra, ao lado do produtor, que a Gowan constrói resultados consistentes safra após safra.

Airone: economia na operação, resultado no bolso

É de conhecimento popular no campo que a aplicação de cúpricos representa um dos maiores desafios operacionais da pulverização agrícola. Entupimento de bicos, corrosão de componentes e paradas frequentes de máquinas fazem parte da rotina quando se utilizam formulações convencionais, especialmente aquelas de menor tecnologia como formulações sólidas (PM  e DP).

Esses problemas vão muito além do desconforto operacional, pois geram custos diretos e indiretos significativos ao produtor.

Falhas na pulverização causadas pelo desgaste ou entupimento de bicos reduzem a eficiência da aplicação, aceleram o desgaste do equipamento e elevam os custos de operação e manutenção.

Bicos parcialmente ou totalmente obstruídos também geram perdas econômicas significativas, chegando a milhares de dólares por ano, em função do desperdício de produto, retrabalho, queda de eficiência e maior tempo de máquina parada.

Quando se observa a realidade do campo, esses números se traduzem de forma mais concreta. Para um pulverizador autopropelido, o custo da máquina ligada, porém parada para desentupimento, correções ou ajustes; gira entre R$ 1.200 a R$ 2.400 por hora; sem considerar custos adicionais com mão de obra, atraso operacional e perda de oportunidade agronômica.

Nesse cenário, o Airone se destaca como uma solução que alia eficiência e economia operacional. Por ser um cúprico em formulação suspensão concentrada (SC), composto pela associação de hidróxido de cobre e oxicloreto de cobre, o produto entrega ação rápida e efeito residual prolongado em uma única aplicação.

Reduz reaplicações

Essa combinação reduz a necessidade de reaplicações proporcionais, facilita a logística operacional e oferece maior previsibilidade ao produtor. Além disso, a formulação fluida SC da Gowan apresenta excelente tamanho de partícula, alta estabilidade em diferentes condições climáticas, ótima diluição e dispersão imediata, além de fácil dosagem, compatibilidade em misturas de tanque e resistência à lavagem.

Esses atributos minimizam o risco de entupimento de bicos, reduzem paradas não planejadas, preservam o equipamento e melhoram a dinâmica de aplicação no campo.

O resultado é claro: menos máquina parada, menor custo operacional, mais eficiência na pulverização e maior retorno econômico ao produtor. Airone transforma o manejo com cúpricos em um processo mais simples, previsível e rentável, reunindo em um único produto tecnologia, praticidade e economia real no dia a dia da lavoura.

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