Menos 70% de água + 40% de produtividade

Publicado em 18 de junho de 2014 às 12h56

Última atualização em 18 de junho de 2014 às 12h56

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Pesquisador Adonai Gimenez Calbo -  Crédito Embrapa Instrumentação
Pesquisador Adonai Gimenez Calbo – Crédito Embrapa Instrumentação

Pesquisadores desenvolveram sensor que mede a umidade da terra

 
Uma nova tecnologia, desenvolvida por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) de São Carlos (SP), promete aumentar o controle da irrigação. O sistema, que aumenta em 40% a produtividade na lavoura e reduz em até 70% o consumo de água, é formado por um sensor de cerâmica, que indica o nível de umidade da terra, ligado a um sistema de gotejamento preciso, que mostra a quantidade de água necessária ao solo.
 
Como funciona
 
Dois instrumentos desenvolvidos pelo engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Instrumentação, Adonai Gimenez Calbo, são utilizados para irrigar as plantas na hora e na quantidade certa, reduzindo os gastos e evitando o desperdício de água.
O Tensiômetro de Diedro, sensor simples que mede a tensão da água no solo, é um sistema pneumático de medir a tensão da água ou a umidade do solo que não requer manutenção para funcionamento. Sua tecnologia foi idealizada para a utilização no campo, em casas de vegetação e em jardinagem.
Já o tensiômetro de núcleo é uma tecnologia para irrigação de baixíssimo custo, que será utilizada em conjunto com um irrigador comercial. Para vasos, o irrigador comercial, com o auxílio do tensiômetro de núcleo, libera automaticamente o gotejamento sem utilizar eletricidade e sem deixar a planta sofrer por falta de água, como explica o engenheiro agrônomo Adonai Calbo.
“Nesse sentido, o Tensiômetro de Diedro é um sensor que tem uma interface visual muito simples e que a pessoa lê como se fosse um termômetro. Nele está indicada a umidade do solo de maneira técnica, chamada de tensão da água do solo. O sensor pode ser usado para determinar o momento correto de irrigar, e, em aplicações um pouco mais sofisticadas, ele pode determinar também o momento de parar de irrigar. Há, ainda, outro sensor, denominado tensiômetro de núcleo, que é voltado para irrigação automática. Inicialmente, começaremos a utilizá-lo em ambiente doméstico“, diz.
Ciente da diversidade do solo e das culturas brasileiras, a Embrapa desenvolveu os tensiômetros de forma a serem adaptáveis às diversas regiões do país. “Eles são sensores que chamamos tecnicamente de sensores de tensão de água, os quais podem ser feitos para ler uma ampla faixa de tensão de água no solo ou uma ampla faixa de unidade. É possível utilizá-los em qualquer região brasileira e para diferentes culturas, desde que sejam adequadamente tratados do ponto de vista agronômico. Normalmente, isso está muito bem estudado dentro da literatura agronômica; então, é fácil especificar esses sensores para situações especificas“, ressalta.
A Embrapa Instrumentação busca viabilizar soluções sustentáveis de pesquisa, desenvolvimento e inovação em instrumentação para benefício da sociedade brasileira, sempre pensando na responsabilidade socioambiental. Cumpre salientar que os dois instrumentos já estão licenciados e disponíveis para comercialização.
 
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