Manejo de plantas daninhas no algodão é difícil

Pesquisador da Fundação MT orienta o cotonicultor sobre as melhores práticas.

Publicado em 26 de setembro de 2023 às 06h00

Última atualização em 26 de setembro de 2023 às 06h00

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Controlar as plantas daninhas não é tarefa fácil e no cultivo de algodão isso não é diferente. Espécies como o capim-pé-de-galinha (Eleusine indica), buva (Conyza spp.), capim-amargoso (Digitaria insularis), trapoeraba (Commelineae spp.), erva–de-santa-luzia (Chamaesyce hirta), vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata L.) e a corda-de-viola (Ipomea spp.) são as que mais tiram o sono do cotonicultor, principalmente com o aumento de incidência a cada safra.

Créditos: Pixabay

Com o intuito de levantar informações atuais sobre o assunto, a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) desenvolveu projetos de pesquisa, nas últimas três safras, sobre o manejo de plantas daninhas no sistema soja-algodão, em diferentes locais de MT.

Difícil manejar

De acordo com o pesquisador da Fundação MT, doutor em Fitotecnia, Lucas Heringer Barcellos, o capim-pé-de-galinha e a vassourinha-de-botão são as plantas daninhas no algodão com maior dificuldade de controle. “Estas apresentam características morfofisiológicas que lhes conferem vantagem competitiva à cultura. Mostram também rápido crescimento nas condições edafoclimáticas do Cerrado e ainda grande quantidade de sementes”, explica.

Contudo, o principal fator que confere a dificuldade de controle delas, no caso do capim pé-de-galinha, é porque este apresenta resistência a diversos herbicidas, como o glifosato e os inibidores da Acetil-CoA carboxilase. Já a vassourinha-de-botão é tolerante ao glifosato, que é uma das mais relevantes opções hoje no mercado de herbicidas. “Por isso, com o avanço das plantas daninhas nas lavouras, está cada vez maior a exigência de que o produtor realize um planejamento eficaz de controle”, diz Barcellos.

Perdas

Se não for bem feita a tarefa de casa, a matocompetição gera perdas diretas, podendo comprometer a produção em áreas onde não se tem controle efetivo. “E ainda perdas por danos indiretos, depreciando a qualidade da fibra do algodão e hospedando pragas e doenças, ou seja, aumentando ainda mais o problema”, explica o pesquisador.

Para ajudar o cotonicultor, o especialista destaca quais são as principais ações para o sucesso no manejo, como integrar métodos de controle. “Além disso, conhecer a infestação e as espécies das plantas daninhas presentes na área. Planejar-se para o manejo. Começar a dessecação desde a entressafra (agora) e ainda rotacionar os talhões que irão receber algodão”, finaliza.

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