Janela para plantio acompanha o período de chuvas

Formação de pastagens é um processo técnico, que exige planejamento.
Foto Danilo Moreira
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A chegada das chuvas anuncia que é hora de garantir a germinação e o desenvolvimento das sementes forrageiras. Escolha da forrageira, manejos essenciais no primeiro pastejo e preparo adequado do solo são etapas que o produtor rural deve seguir, de acordo com os especialistas da Embrapa (Campo Grande-MS).

Para a seleção do capim, fatores como características de clima e solo da propriedade, exigências dos animais, finalidade da pastagem (pastejo, feno, silagem ou feno em pé) e intensidade de produção desejada não podem ser desconsiderados. A adaptação da planta às características da região é determinante tanto para o vigor inicial quanto para a longevidade da pastagem.

O zootecnista da estatal Haroldo Pires de Queiroz, sugere o aplicativo Pasto Certo da Embrapa, como ferramenta para essa fase. Ele conta que a plataforma, que é gratuita, oferece descrição de cultivares, comparação entre capins, dimensionamento de piquetes e cálculo da quantidade de sementes. “Produzir com eficiência começa pela compatibilidade entre a planta e as condições ambientais do local”, aponta Queiroz.

A forrageira ideal precisa ser compatível com as condições locais de temperatura média anual, regime de chuvas, fertilidade natural do solo e ocorrência de períodos de seca.

Para isso, o difusor destaca o papel da análise de solo e da definição clara da finalidade do preparo – seja para descompactação, correção química ou nivelamento. Ele alerta que antes de qualquer ação é fundamental coletar amostras representativas da área; avaliar pH, níveis de cálcio, magnésio, fósforo, potássio e matéria orgânica; e definir a necessidade de calagem e adubação. Essa análise permite corrigir deficiências, melhorar a estrutura do solo e proporcionar condições favoráveis para a germinação.

Para o plantio, indica acompanhar dados meteorológicos confiáveis, como o Boletim Agroclimático Mensal do INMET e as Normais Climatológicas (1991–2020). Os mapas apontam médias de chuva, as quais são fundamentais para garantir uma boa germinação das sementes.

O limite para o plantio depende da regularidade das chuvas e da capacidade de estabelecimento da forrageira. Profundidade correta de plantio, quantidade ideal de sementes, escolha entre plantio em linha ou a lanço e importância da qualidade da semente (legalidade) são tópicos técnicos também destacados por ele.

Cada cultivar apresenta exigências específicas. O plantio muito profundo pode comprometer a emergência, enquanto profundidades rasas aumentam as perdas por ressecamento.

A quantidade de sementes deve respeitar o peso das mesmas e o grau de pureza, garantindo adequada densidade de plantas. As sementes têm que ser certificadas, com alto valor cultural e procedência confiável.

Primeiro pastejo 
– Queiroz explica que o primeiro pastejo tem papel determinante na uniformidade da pastagem. “Ao proporcionar que as plantas cresçam em ritmo semelhante, esse manejo contribui para cobrir o solo mais rapidamente e reduz a competição entre indivíduos mais fortes e mais fracos”, afirma.

O procedimento também evita o acamamento do capim, que dificulta o consumo pelos animais; remove parte da área foliar, permitindo melhor entrada de luz; e estimula o perfilhamento das gemas na base da planta. Um primeiro pastejo bem executado aumenta a densidade da pastagem, a capacidade de suporte (UA/ha), a resistência ao pisoteio e a habilidade de rebrota.

Haroldo Queiroz indica algumas publicações para ajudar o produtor nessa fase de planejamento: Passo a passo para a boa formação de uma pastagemPrincipais cuidados na formação de pastagens e Formação e manejo de pastagens. Ele ainda recomenda o curso Fazendo Certo: a escolha da forrageira, disponível gratuitamente, na plataforma de capacitações on-line da Embrapa, e-Campo. 

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