Insumos agrícolas regenerativos: tudo sobre a 1ª certificação global

Selo Regenera: uma inovação que preenche uma lacuna crítica no agro.
Acompanhe tudo sobre QIMA e muito mais!

Durante a 30ª edição da Hortitec, realizada em Holambra (SP), a QIMA lançou oficialmente a Regenera For Inputs, a primeira certificação internacional dedicada exclusivamente a insumos agrícolas que contribuem para práticas regenerativas.

A nova norma foi desenhada com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e nos princípios ESG, trazendo uma solução concreta para um ponto cego do setor: a validação confiável dos insumos que viabilizam uma agricultura mais sustentável e resiliente.

Mas, antes, é preciso entender: o que é agricultura regenerativa e quais desafios ela enfrenta? Álvaro Garcia, gerente estratégico de novos negócios da QIMA, responde logo a seguir.

Agricultura regenerativa: urgência e oportunidade

Mais que uma tendência, a agricultura regenerativa surge como resposta estratégica à pressão global por produção eficiente, com respeito ao meio ambiente.

No Brasil, produtores que já seguem esse modelo relatam ganhos expressivos: aumento na produtividade, corte de custos operacionais e melhorias relevantes na saúde do solo e da biodiversidade.

Quais são os entraves enfrentados pelos fabricantes de insumos?

Departamentos de qualidade, compliance regulatório, sustentabilidade e marketing lidam com uma série de obstáculos que travam o avanço e limitam o acesso a mercados mais exigentes. Os principais são:

Burocracia excessiva: múltiplos frameworks de sustentabilidade com exigências desalinhadas dificultam a conformidade.

Ausência de reconhecimento: empresas que vão além do mínimo exigido têm dificuldade em destacar seus diferenciais.

Limitação de mercado: sem certificações regenerativas, muitos produtos ficam de fora de nichos premium e cadeias sustentáveis.

Selo Regenera: escopo e abrangência

Álvaro Garcia explica que o Selo Regenera cobre toda a cadeia de insumos: da fabricação ao envase, armazenamento, distribuição, importação e exportação. “A ideia é conectar quem produz com quem aplica esses insumos no campo. Queremos ser a referência global em certificação para agricultura regenerativa”, afirma.

Ele também ressalta que, embora existam selos voltados à agricultura regenerativa, poucos oferecem diretrizes claras ao produtor. “É essencial definir práticas objetivas: recuperação do solo, conservação da biodiversidade, gestão responsável da água, redução de emissões e respeito socioambiental.”

Como o Selo Regenera ajuda a superar esses desafios?

Compliance com estrutura clara: um sistema auditável que simplifica a demonstração de conformidade regulatória e compromissos sustentáveis, com exigências documentais objetivas.

Reconhecimento escalável: um programa adaptável dividido em quatro níveis (Bronze, Prata, Ouro e Diamante), que valoriza empresas que adotam boas práticas voluntárias além do mínimo exigido.

Ampliação de mercado: abre portas para mercados voltados à agricultura regenerativa, mesmo para produtos que não se encaixam nas exigências do sistema orgânico tradicional.

Por que optar pelo Selo Regenera da QIMA?

A certificação Regenera, oferecida pela QIMA, é conduzida por uma entidade independente de reconhecimento internacional, o que garante credibilidade e imparcialidade ao processo.

Um dos diferenciais está no atendimento ágil, com suporte técnico claro, processos bem definidos e cumprimento rigoroso dos prazos, proporcionando uma jornada de certificação transparente e segura para as empresas.

Outro benefício importante é a otimização de custos e tempo: com auditorias integradas e alocação estratégica de recursos, a QIMA reduz o impacto operacional das etapas de verificação.

Essa eficiência se soma a um know-how de mais de 30 anos em segurança dos alimentos, certificação orgânica e práticas sustentáveis, oferecendo um ecossistema completo de soluções — do campo à mesa.

Com isso, a QIMA se posiciona como líder global na promoção da agricultura regenerativa, unindo inovação, responsabilidade ambiental e resultados tangíveis em toda a cadeia de valor do agronegócio.

Yoorin Fertilizantes – primeiro caso de sucesso

A Yoorin Fertilizantes foi uma das primeiras empresas no mundo a receber a certificação Regenera For Inputs. “A certificação da Yoorin demonstrou, na prática, o compromisso com qualidade e resultados reais. Ela mostra como produtividade e sustentabilidade podem caminhar juntas”, afirma Álvaro Garcia.

Para a Yoorin, o selo apenas oficializa o que já é rotina: responsabilidade socioambiental, qualidade e produção consciente. “Essa conquista resume um trabalho sério e contínuo, que desenvolvemos junto à QIMA há mais de 15 anos. Prova de que é possível produzir com responsabilidade e colher bons frutos”, conclui a empresa.

Quer saber mais? Fale com um especialista da QIMA e descubra como levar sua empresa ao próximo nível na agricultura regenerativa.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Programa de fomento fortalece a cadeia do açaí no Pará

2

Indicações para o BioSummit Reconhece, que premia práticas sustentáveis de produtores rurais, vão até 31 de março

3

Fruit Attraction São Paulo: Cenário geopolítico global e início do acordo Mercosul-UE abrem nova janela de oportunidades para as exportações de frutas

4

Smurfit Westrock reforça protagonismo em embalagens sustentáveis na Fruit Attraction São Paulo 2026

5

O agro é a coluna do desenvolvimento nacional

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Polpanorte.-Credito-Divulgacao

Programa de fomento fortalece a cadeia do açaí no Pará

Imagem ilustrativa

O agro é a coluna do desenvolvimento nacional

Silvicultura-12-Crédito-Shutterstock-01-2022

Silvicultura de espécies nativas ganha escala com apoio do BNDES

Crédito Embrapa Agroenergia

Valor bruto da produção agropecuária deve atingir R$ 1,39 tri em 2026