Iluminação pode acelerar o desenvolvimento de morangueiros

Publicado em 22 de agosto de 2019 às 10h13

Última atualização em 22 de agosto de 2019 às 10h13

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Crédito: Jéssica Casarotto

Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) avaliou o desenvolvimento de plântulas de morangueiro (planta frutífera pertencente à família Rosaceae e caracterizada por seu hábito rasteiro) conservadas in vitro, sob a ação de diferentes espectros de luz. O projeto foi realizado no programa de Pós-Graduação em Fisiologia e Bioquímica de Plantas, com autoria de Jéssica Casarotto e orientação de Marcel Bellato Sposito, do Departamento de Produção Vegetal.

A pesquisadora utilizou diodos emissores de luz (LEDs) para a realização da análise do comportamento das plântulas. Os LEDs são utilizados em vários setores da agricultura, principalmente no cultivo in vitro, por proporcionar uma significativa economia de energia elétrica e auxiliar no desenvolvimento de plantas.

O estudo concluiu que a luz azul, utilizada no cultivo in vitro, reduz o desenvolvimento das plântulas de morangueiro e a luz vermelha e a mista (70% vermelha e 30% azul) aceleram o desenvolvimento quando comparadas à luz branca, normalmente utilizada em laboratórios. “Além disso, plântulas de morangueiro sob a luz vermelha e mista podem permanecer por até três meses sem subcultivos, obtendo sucesso na formação de mudas após a aclimatização por 21 dias”, explica a pesquisadora.

Variações

A quantidade de clorofila a, clorofila b e carotenoides, presentes nas folhas de morangueiro da cultivar Camarosa, não apresentaram variações em seus teores em função do espectro de luz que as plântulas foram submetidas em cada intervalo de tempo de conservação.

A pesquisa utilizou a técnica de cultivo in vitro, capaz de reduzir o desenvolvimento da plântula a um mínimo possível. “Isso diminui o metabolismo do tecido vegetal e aumenta o período de seu armazenamento. Na redução do metabolismo, as condições de cultivo tais como temperatura, período de luz e intensidade da luz podem ser alteradas durante o período de incubação”, complementa a autora.

Segundo Jéssica, no Brasil essa técnica já é usada para a propagação de plantas, no entanto ainda são poucos experimentos com a presença de LEDs. As plantas respondem a estímulos luminosos por meio de fotorreceptores, como os fitocromos e criptocromos. Os fitocromos são fotorreceptores responsáveis pela percepção da luz vermelha e regula o processo de florescimento. Os criptocomos são responsáveis pela percepção da luz azul.

A dissertação teve apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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