Estudo do MIT revela tecnologias emergentes para o agronegócio

Estudo realizado pelo TEC Institute e publicado pela MIT Technology Review Brasil revela que 5G, IoT e Analytics e Big Data são as techs com maior intenção de investimento do Agro Brasileiro

Publicado em 31 de julho de 2023 às 11h00

Última atualização em 31 de julho de 2023 às 11h00

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A MIT Technology Review Brasil, em parceria com o Cubo Agro do Itaú, divulga a pesquisa Emerging Technologies Agro – 2022, realizada pelo TEC Institute. Os resultados apresentados são importantes para antecipar as tendências tecnológicas e suas viabilidades de aplicação no cenário de investimento digital do agronegócio brasileiro. Além disso, a partir da elaboração de referências, os líderes do setor poderão ter melhor embasamento para suas decisões de investimento no segmento.

Segundo o estudo, a preferência do setor primário brasileiro (produtores rurais, agricultores e pecuaristas) são os aportes para o desenvolvimento da tecnologia 5G e internet das coisas, também conhecida como IoT (com nota de 4,27). Seguida por georreferenciamento e cartografia digital e meteorologia digital (4,13) em segundo e terceiro. As notas variam numa escala de 1 a 5, sendo o três considerado neutro.

André Miceli
Créditos: Divulgação

Completam a lista interfaces naturais e assistentes virtuais (3,4), blockchains (3,38) e Digital Twins (3,18). De acordo com André Miceli, CEO da MIT Tech Review Brasil, o fato do 5G estar na primeira posição da lista com maior intenção de investimento do setor primário revela que:” A pesquisa é fundamental para que se conheça o caminho traçado por empresas de referência no investimento em tecnologia e inovação, além de servir de guia para que todo o mercado faça escolhas acertadas no sentido de desenhar sua estratégia nessa jornada”.

O estudo também mediu as intenções do setor secundário (agroindústrias e fabricantes de insumos). A primeira posição é ocupada pelos analytics e big data (4,26), seguido por conectividade 5G e internet das coisas (4,25) e inteligência artificial e aprendizado de máquina (4,14). Blockchain (3,54), interfaces naturais (3,46) e Digital Twins (3,09) ficaram com nota neutra, de acordo com a escala Likert.

“Os setores primário e secundário da agroindústria brasileira têm necessidades diferentes, por isso vemos a inclusão de temas que foram medidos (Analytics e Big Data). Analisando esses dados, podemos concluir que as tecnologias com maior intenção de investimento tem correlação. Por exemplo, quanto mais investimento em Analytics e Big Data mais se investe em Cloud computing,cibersegurança e, obrigatoriamente, 5G. Isso acontece porque os sistemas precisam de uma conexão melhor para desempenharem seu papel da maneira correta”, analisou Miceli.

A pesquisa revelou que outras techs vêm ganhando destaque no setor. Entre elas, o EOS earth observation system (satélites de observação da terra), drones e veículos autônomos, metaverso, combustível e energia alternativa, hidrogênio verde, biotech e nanotech, biobased resíduos, fenotipagem digital, proteínas alternativas e tokenização de ativos.

Para obter os dados, foram aplicados 200 questionários estruturados on-line aplicados a representantes dos setores primário e secundário e de vários segmentos do agronegócio. O resultado foi determinado pela média aritmética de todas as respostas com os valores correspondentes. A análise das respostas foi realizada por meio de estatística descritiva, buscando correlações entre as variáveis avaliadas, de forma a investigar as razões para o investimento e para a não intenção de investir nas tecnologias. Além disso, foram entrevistadas 16 lideranças do setor com o auxílio de questionários semiestruturados. Os resultados foram compilados de forma a propiciar reflexões complementares para o tema.

De acordo com Rafael Coimbra, diretor do TEC Institute e editor-executivo da MIT Technology Review, a pesquisa é importante porque oferece um vislumbre do que o setor pode esperar em termos de investimento em tecnologia: “Uma das formas de identificar tendências de longo prazo é seguir o caminho dos investimentos. No caso das tecnologias emergentes, a pesquisa mostra que o futuro será desenhado pela combinação entre elas, a partir de movimentos que estão sendo feitos, no presente, pelos líderes do setor agropecuário”

Divisão da Intenção de investimento por segmento do agro

O estudo também detalhou as intenções de investimento dos setores da agroindústria brasileira. Para isso, elencou-se a que obteve a maior e a menor nota nos questionários aplicados e nas entrevistas.

Açúcar e álcool:

Georreferenciamento e cartografia digital – 4,52

Digital Twins – 2,57

Adubo, defensivos ou sementes/insumos

Analytics e big data: 4,38

Digital twins: 3,21

Algodão e Grãos:

Georreferenciamento e cartografia digital:4,23

Digital Twins: 3,15

Café:

Georreferenciamento e cartografia digital: 4,82

Digital Twins: 3,27

Proteína animal:

Georreferenciamento e cartografia digital: 4,60

Digital Twins: 3,15

Leite e derivados:

Georreferenciamento e cartografia digital: 4,53

Digital Twins: 2,93

Madeira e celulose:

Georreferenciamento e cartografia digital: 4,78

Digital Twins: 3,22

Máquinas e Equipamentos:

Conectividade 5G e internet: 4,52

Digital Twins: 2,76

Óleos, farinhas, e equipamentos

Inteligência artificial e aprendizado de máquina: 4,67

Visão computacional (RA/RV): 3,33

Revenda de Máquinas:

Analytics e Big Data: 4,40

Interfaces Naturais assistentes virtuais: 2,90

Têxtil:

Inteligência artificial e aprendizado de máquina: 4,67

Digital Twins: 3,33

FLV (Frutas Legumes e Verduras)

Meteorologia Digital: 4,50

Digital Twins: 2,90

Cooperativas e Distribuidores:

Analytics e Big Data: 4,62

Digital Twins: 3,29

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