O Brasil vive um momento decisivo no campo com o avanço da safra de verão, pilar fundamental da agricultura nacional que engloba culturas estratégicas como a soja e o milho. Com a maior parte das áreas de milho (1ª safra) já semeadas, ultrapassando 70% conforme dados da Conab, a janela demanda decisões assertivas para as áreas remanescentes.
Um estudo de campo recente, conduzido pela Valtra global em parceria com a Väderstad e a equipe agronômica da AGCO, comprovou que a aplicação de taxa variável no preparo do solo, utilizando o maquinário conectado para adaptar a profundidade e intensidade do trabalho de forma automática, traz resultados significativos e é decisiva para a rentabilidade e sustentabilidade.
Realizada na Dinamarca, a pesquisa utilizou um trator Valtra Série Q (modelo Q305) equipado com o terminal SmartTouch e tecnologias ISOBUS, operando um cultivador Väderstad TopDown 400 em uma área de 50 hectares que apresentava uma mistura de solos leves e pesados. Através de mapas de compactação, a profundidade do preparo do solo foi ajustada automaticamente em tempo real para corresponder às condições do solo em todo o campo.
Nas condições do teste, os resultados mostram que a precisão do preparo variável é a chave para a eficiência operacional e financeira:
- Otimização da produtividade: Solos mais adensados exigiram maior intensidade de cultivo para atingir o potencial máximo de produtividade, enquanto solos mais leves mantiveram a produtividade com intensidade média – demonstrando que “menos é mais” nas condições adequadas.
- Economia de combustível: A redução da intensidade do preparo do solo de alta para média gerou uma economia de mais de 5 litros de combustível por hectare.
- Ganhos de eficiência: A eficiência no campo aumentou em mais de 1 hectare por hora utilizando uma menor intensidade de cultivo.
- Saúde do solo: Uma menor intensidade de cultivo, quando apropriada, ajuda a preservar a estrutura do solo e a produtividade a longo prazo.
Elizeu dos Santos, Gerente de Marketing de Produto da Valtra, comenta que, para o produtor brasileiro, a adoção dessa tecnologia de precisão seria um seguro contra os desafios climáticos e a pressão de tempo, motivo pelo qual a Valtra está buscando soluções para aplicações similares no Brasil. “Essa tecnologia permite que o operador foque na qualidade da operação, enquanto a máquina gerencia os ajustes finos. Esse é o diferencial para garantir que o solo receba a semente com a melhor estrutura física possível, maximizando as chances de sucesso em um período de alto risco” ressalta o especialista. Segundo ele, com a safra de verão em andamento, a adoção dessas tecnologias de agricultura de precisão – que na Valtra são habilitadas pelo SmartTouch e pelo Valtra Guide – torna-se ideal para quem busca fechar o ciclo com alta produtividade, protegendo a saúde do solo a longo prazo.

