Calcário movimenta lavouras rumo à safra 2021/22

O mês de maio marca o início da “safra do calcário”. Momento propício para que produtores rurais aproveitem a baixa nos preços do frete para assegurar, com mais vantagem financeira, esse insumo fundamental à produtividade nas lavouras.

Publicado em 11 de maio de 2021 às 11h48

Última atualização em 11 de maio de 2021 às 11h48

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Com o término da colheita de soja e o fim do plantio do milho safrinha, agricultores já se voltam ao preparo do solo para a safra 2021/22. A janela é favorável à fertilidade nos solos e, também, ao bolso do produtor rural: aproveitando o frete mais barato nesse período do ano, sobem os carregamentos nas mais de 30 indústrias de calcário em operação em Mato Grosso. O insumo é um reconhecido aliado do aumento da produtividade nas culturas agrícolas.

O mês de maio marca esse início da “safra do calcário” – mesmo mês em que o composto mineral tem até uma data comemorativa, 24 de maio, Dia Nacional do Calcário Agrícola – e que se estende até o mês de outubro. Nesse intervalo, que antecede o próximo plantio, o preparo dos solos é priorizado por produtores comprometidos com o aumento da produtividade. Isso porque o calcário deve ser aplicado com antecedência, considerando o tempo necessário de reação do mineral no solo para que os benefícios aconteçam e sejam percebidos: “efeito cimento” nas vagens, mais vagens e mais grãos por planta e grãos de soja mais ricos em cálcio, entre outras vantagens que expressam as reações físicas, químicas e biológicas induzidas pela calagem.

“As indústrias de calcário seguem fortemente preparadas para mais uma safra, com a quantidade e qualidade que o produtor rural sabe que pode contar. O calcário se reafirma como um aliado do agricultor, que sofreu recentemente impactos com as fortes chuvas no período de colheita da soja. Agora é hora de calcarear e garantir mais produtividade”, destaca Ricardo Dietrich, presidente do Sindicado das Indústrias de Extração de Calcário de Mato Grosso (Sinecal-MT).

Insumo essencial à atividade agropecuária, o calcário é fundamental para o aumento dos índices de produtividade e lucratividade na soja, milho e outras culturas tradicionais, exigindo ao produtor rural a incorporação de evidências científicas às práticas da lida no campo. A relação entre calcário, correção da acidez e fertilidade do solo é direta, destacam especialistas da área agronômica, tendo igualmente importância no sistema de plantio direto. E os benefícios não são somente às lavouras: o pasto que é base da pecuária extensiva também deve ter doses adequadas e regulares de calcário, dentro de um correto planejamento e manejo.

O calcário é responsável por complementar a adubação, com a elevação ou maior equilíbrio do pH do solo, até a melhora no chamado ambiente radicular, a faixa do solo onde se concentram as raízes da planta, caminho para a absorção dos nutrientes que a planta precisa para crescer e produzir.  Nova safra – Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) sinalizam para uma nova supersafra da soja, mantendo-se a tradição no Estado. Levantamento das primeiras intenções de cultivo para a safra 2021/2022 aponta para um incremento na área plantada de 2,79% em relação à temporada 2020/2021, alcançando 10,75 milhões de hectares e um volume esperado da ordem de 37,12 milhões de toneladas da oleaginosa. A produtividade almejada pelo produtor, conforme boletim divulgado pelo Imea, é de 57,52 sacas por hectare, valor 0,17% acima do observado na temporada 20/21, “tornando-se a segunda maior produtividade na série histórica do instituto”.

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