No Dia Mundial do Queijo, celebrado em 20 de janeiro, data que também marca o Dia do Farmacêutico, a atuação dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários ganha destaque por um aspecto pouco visível ao consumidor, mas relevante para a segurança alimentar: as análises laboratoriais que subsidiam a fiscalização sanitária de produtos de origem animal.
Antes de chegar ao mercado, o queijo passa por um rigoroso processo de controle que vai além da inspeção visual. A partir da atuação dos auditores, amostras são coletadas ao longo da cadeia produtiva e encaminhadas para análises microbiológicas, físico-químicas e de conformidade sanitária, capazes de identificar contaminações, irregularidades e riscos invisíveis ao consumidor. Esses exames são fundamentais para orientar decisões técnicas, como liberações, interdições e apreensões de produtos.
Segundo o presidente do ANFFA Sindical, Janus Pablo Macedo, o controle laboratorial é uma etapa estratégica da fiscalização agropecuária. “A análise técnica é uma ferramenta indispensável para a tomada de decisão sanitária. É a partir desses laudos que conseguimos agir de forma preventiva, protegendo a saúde da população e garantindo que apenas produtos seguros cheguem ao consumidor”, afirma.
Nesse processo, os farmacêuticos exercem papel técnico fundamental na execução e validação das análises, integrando equipes multidisciplinares que dão suporte à fiscalização conduzida pelos auditores. A atuação conjunta entre fiscalização em campo e ciência aplicada fortalece o sistema de controle sanitário e contribui para a credibilidade dos alimentos produzidos e comercializados no país.
Além de proteger o consumidor, esse trabalho impacta diretamente a regularidade do abastecimento e a confiança no mercado de alimentos, inclusive em cadeias que envolvem produtos artesanais e de ampla circulação. Ao unir fiscalização, ciência e responsabilidade técnica, o controle sanitário do queijo exemplifica como critérios técnicos se traduzem em segurança alimentar no dia a dia da população.
