Controle do oídio no morango em estufas

Crédito Hélcio Costa

Publicado em 18 de março de 2017 às 07h22

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h44

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O oídio, causado pelo fungo Oidiumsp. (Sphaerothecamacularis), vem ocorrendo em algumas áreas do Brasil, com intensidade variável, principalmente em função do uso do cultivo protegido e das cultivares plantadas.

É uma doença que possui uma evolução muito rápida podendo alastrar a infecção pela área de cultivo em quatro a cinco dias. Por este motivo, a detecção e o início do controle devem ser rápidos, exigindo ainda o monitoramentodas condições climáticas favoráveis para determinar a evolução do processo de infecção.

Nem tanta proteção assim

O oídioé a doença de maior importância em ambiente protegido.Mário Calvino Palombini, engenheiroagrônomo e consultor técnico, explica que, ao contrário das outras doenças, para ocorrer o oídio a infecção necessita de alta umidade relativa do ar, mas sem a presença da água livre, que provoca a morte dos conídios (sua forma de propagação). Por este motivo, as características climáticas têm maior importância para o controle em ambientes protegido do que a campo aberto.

Segundo Hélcio Costa, doutor em Agronomia e pesquisador do Incaper, as condições favoráveis à doença são temperatura entre 20-30ºC, com baixas luminosidade e umidade relativa,as quais são observadas com frequência nos cultivos protegidos, seja em estufas e ou túneis baixos.

Mário Calvino acrescenta que os conídios vivem pouco tempo – de quatro a seis horas em condições ótimas, mas se as condições ambientais estiverem adequadas, este período é suficiente para ocorrer a infecção.

A incubação é de 12 a 24 horas, um período extremamente curto, permitindo que a doença evolua das folhas para outras partes da planta rapidamente, ocasionando os sintomas nos frutos rapidamente. Os conídios são transportados pelo vento, facilitando a sua propagação por toda a área de cultivo.

Sintomas

“Um dos sintomas característicos da doença é a presença de um micélio pulverulento de cor branca, na parte inferior das folhas. As folhas infectadas podem ficar curvadas para cima, adquirindo um aspecto de “colher“. Em condições de alta severidade da doença, os frutos também podem ser infectados, apresentando intensa pulverulência na superfície e crescimento irregular, com os aquênios proeminentes“, aponta o pesquisador.

Nas cultivares Milsei-Tudla, Seascape e Camino Real, a doença pode se manifestar, porém, os sintomas observados são apenas lesões marrom-avermelhadas, o que dá um aspecto de queima as folhas, associado a uma escassa pulverulência.

 Crédito Hélcio Costa
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Manejo

De acordo com Hélcio Costa, o manejo deste patógeno envolve, principalmente, o uso de cultivares resistentes, sendo que a maioria é moderamentesuscetível, como Albion,Portola e San Andreas. “O uso de fungicidas deve ser realizado somente quando necessário, e por isto é importante o monitoramento nas estufas, pois geralmente o fungo inicia-se em reboleiras“, alerta.

Mário Calvino citaalgumas outras medidas que ajudam no seu controle:

ÜReduzir a ventilação dos túneis para reduzir a sua propagação;

Ü Retirar o excesso de folha e troca dos plásticos opacos, pois os conídios são sensíveis à luz ultravioleta;

Ü A infecção ocorre em tecido tenro. Assim, é recomentado reduzir a dose de nitrogênio na fertirrigação;

Ü Remoção dos restos de cultura para diminuir a pressão de inócuo.

Controles químico e biológico

Existem vários fungicidas para controlar este patógeno, bem como produtos biológicos à base de Bacillus que podem ser usados com boa eficiência. Assim, Mário Calvino recomenda orientação técnica de um profissional qualificado, desde o monitoramento até o controle para aumentar a possibilidade de sucesso.

Essa matéria você encontra na edição de março 2017  da revista Campo & Negócios Hortifrúti. Adquira já a sua.

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