Como identificar a mancha de phoma no cafeeiro?

Como identificar a mancha de phoma no cafeeiro?
Como identificar a mancha de phoma no cafeeiro?

Publicado em 10 de outubro de 2019 às 14h45

Última atualização em 10 de outubro de 2019 às 14h45

Acompanhe tudo sobre Análise de solo, Café, Cálcio, Colheita, Injuria, Plantio, Solo, Traça e muito mais!

Autores

Cássio Pereira Honda Filho
Doutorando em Fitotecnia – Universidade Federal de Lavras (/UFLA)
cassiop.hondafv@gmail.com
Mariana Thereza Rodrigues Viana
Doutora em Fitotecnia – UFLA
marianatrv@gmail.com
Otávio Vitor Souza Andrade
Graduando em Agronomia – UFLA
otaviovsandrade@gmail.com

Crédito: Cássio Pereira Honda Filho

Neste período mais frio é importante estar atento à mancha de phoma. No Brasil, o principal agente etiológico é a Phoma tarda, mas estudos confirmam a presença de outras espécies do fungo.

Com os danos mecânicos causados pelos ventos fortes sendo acentuados em épocas frias, a penetração do fungo é facilitada. Nas épocas frias, normalmente a umidade relativa do ar é baixa, facilitando a ocorrência de rachaduras e injúrias nas folhas, pois as mesmas encontram-se quebradiças.

Outras injúrias causadas pela colheita também podem servir de entrada para o patógeno. Alguns tratos culturais devem ser levados em conta também, principalmente o balanço nutricional. Excessivas adubações nitrogenadas associadas a uma deficiência de cálcio e micronutrientes também favorecem a maior intensidade da doença.

Além de facilitar a entrada do patógeno, o clima frio também induz a sua reprodução. Períodos intermitentes de frio com temperaturas de 18 a 19ºC associados a ventos frios, chuva e altitude elevada propiciam condições favoráveis à reprodução do fungo. As condições favoráveis ocorrem geralmente nos meses de março, abril, setembro e outubro, podendo variar de região para região.

Danos

A mancha de phoma pode causar desfolha, queda de botões florais, abortamento de flores, mumificação de frutos, queda de chumbinhos e seca de ponteiros. Tudo isso influencia em grandes perdas na produção cafeeira.

Os sintomas são singulares, caracterizados por manchas circulares de cor escura e tamanho variados, podendo apresentar halos concêntricos. Outra característica importante na lesão é a ocorrência de pequenas pontuações de cor marrom escura, chamados de picnídeos.

Quando a injúria atinge a borda foliar, as mesmas se curvam, podem apresentar rachaduras, deformações, enrugam e podem até mostrar perfurações de tamanho variado. Quando atinge os ramos, o patógeno causa lesões profundas e escuras, podendo levar à seca da extremidade ou do ponteiro. Nos frutos verdes pode ocorrer mumificação, devido à colonização da roseta onde o fruto está inserido.

Controle

Contra o mal, algumas medidas de controle são aconselhadas, como: evitar o plantio em áreas sujeitas a ventos frios; fazer uso de quebra-ventos provisórios ou definitivos; fazer análise de solo e foliar, de modo a realizar adubações equilibradas.

A utilização de fungicidas são comumente divididas em duas aplicações chamadas de pré e pós-florada. As pulverizações em pré-florada podem ser feitas a partir de maio, de acordo com a incidência e severidade do fungo. Já a segunda aplicação deve ser feita após a abertura da grande florada visando a proteção dos chumbinhos.

Podem ser utilizadas formulações à base de trazóis e estrobirulinas, como tebuconazol + trifloxistrobina; e difeconazol + azoxystroboina, alternando com carboxamidas e com fungicidas cúpricos à base de cobre e mancozebe. É recomendada a utilização dos produtos visando a rotação de princípios ativos de modo a evitar a seleção de populações resistentes do fungo.

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