Como é a Leprose diferenciada em cafeeiros no Norte de Minas?

Como é a Leprose diferenciada em cafeeiros no Norte de Minas?
Como é a Leprose diferenciada em cafeeiros no Norte de Minas?

Publicado em 9 de dezembro de 2019 às 07h40

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h41

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Autores

José Braz Matiello
Engenheiro agrônomo da Fundação Procafé
Lazaro Soares Pereira
Engenheiro agrônomo
John Duarte
Técnico agrícola da Fazenda Ouro Verde
Créditos: José Braz Matiello

A leprose é uma doença de cafeeiros provocada pelo vírus da mancha anular, que pode incidir em folhas, ramos e frutos da planta. Ela tem distribuição bem ampla, porém, sua maior gravidade tem acontecido em regiões mais quentes e secas, como no Triângulo Mineiro.

A enfermidade é transmitida pelo ácaro da leprose ou ácaro plano, Brevipalpus phoenicis. Nos citros o vírus é conhecido por Citrus leprosis vírus (CiLV), transmitido pelo mesmo ácaro.

Região mineira

 Em lavouras de café no Norte de Minas, em Pirapora e Bocaiuva, a doença tem apresentado condições de ocorrência e sintomatologia diferenciadas. Nas condições distintas se destaca a área da planta afetada.

Na leprose normal, as folhas internas da planta são as mais atacadas. Ainda, na condição normal a parte mais atacada dos cafeeiros é o lado voltado para o sol da tarde, face mais quente das plantas. Na situação do Norte de Minas o ataque é maior nas folhas externas e atinge os últimos pares de folhas.

O lado com maior ataque se inverte, com maior infecção do lado da linha dos cafeeiros voltado para o sol da manhã, ou seja, na face mais sombreada e fria da planta. Diferença marcante é observada, também, quanto ao tipo de sintomas. Na leprose normal, as lesões se desenvolvem na forma de círculos translúcidos e têm tamanho maior.

Na condição de ocorrência no Norte de Minas, as lesões são pequenas e aparecem como pontos amarelados, sem círculos característicos. Nessa condição nova, observa-se bastante desfolha pela doença.

Causa

O diferencial observado na ocorrência da leprose, nas lavouras de café no Norte de Minas, pode ser devido à presença de outra estirpe do vírus, o que é comum em doenças viróticas e, ainda, a um hábito diverso do ácaro transmissor, o que deve ser objeto de estudos posteriores. Ressalta-se que a variedade plantada em maior escala nas duas regiões é a mesma, a Catuaí.

Observa-se, em cafeeiros em Bocaiuva, algumas lesões da leprose nas folhas, mas o principal dano é a intensa queda de folhas, decorrente desse ataque.

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