COM APOIO DA CNA, ESPECIALISTAS DISCUTEM EM BRASÍLIA COMO PRODUÇÃO AGRÍCOLA PODE ATENDER DEMANDA MUNDIAL POR ALIMENTOS

Crédito Shutterstock

Publicado em 18 de setembro de 2015 às 17h41

Última atualização em 18 de setembro de 2015 às 17h41

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A estratégia conjunta para Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai no Seminário, realizado por IICA, Fórum do Futuro e Grupo de Países do Sul, tem como objetivo garantir a inclusão social

A união dos países do Cone Sul ” Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai-, para atender ao aumento da demanda por comida e garantir a segurança alimentar, respondendo por 60% da oferta mundial, foi defendida, nesta quinta-feira (17/9), por especialistas da região na abertura do Seminário Internacional Cone Sul ” Fonte Estratégica de Alimentos para a Humanidade, que ocorre hoje e amanhã (18/9), na sede do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em Brasília. O evento tem o apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). Nos dois dias, está sendo discutida uma agenda conjunta para os desafios e oportunidades de aumentar a produção agrícola de forma sustentável, em razão do crescimento da população do planeta.

Para Renato Simplício Lopes, vice-presidente da CNA, um dos desafios neste contexto é promover a inclusão social no processo de produção sustentável nos países do Cone Sul, aliando aumento da oferta de alimentos e preservação ambiental. “Espera-se muito esforço e determinação política para viabilizar a melhoria de vida das populações. É hora de caminharmos juntos em busca da prosperidade“, destacou Simplício, que também é secretário executivo do Fórum do Futuro, instituição formada por especialistas e autoridades de instituições ligadas à atividade rural para debater propostas para o desenvolvimento sustentável. O Fórum é um dos realizadores do encontro, juntamente com o IICA e o Grupo de Países do Sul (GPS).

Na avaliação do secretário executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Daniel Carrara, a educação é outro fator fundamental para que o setor agropecuário responda os desafios de aumentar a oferta de alimentos e garantir a segurança alimentar diante da expansão da população mundial. “Sem educação é impossível acompanhar esse processo. Durante muito tempo um operador de máquina podia ser analfabeto. Hoje, ele precisa ter pelo menos o ensino médio e conhecimentos de informática para operar. O produtor precisa acompanhar a evolução tecnológica que ocorre no Brasil para ampliar sua capacidade de renda e ter uma boa gestão da propriedade. E o trabalho do SENAR é ajudar o produtor  neste processo“, afirmou.

Segundo o presidente do Fórum do Futuro, Alysson Paolinelli, os países produtores do Cone Sul têm hoje a responsabilidade de “dar as respostas“ ao desafio da segurança alimentar, o que implica uma “integração de perspectivas“, envolvendo universidades e centros de pesquisa. Já o presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, falou da necessidade de aliança do Cone Sul “para oferecer alimentos a quem está impossibilitado de produzir“.  O coordenador de agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues, afirmou que é preciso “sair das ilhas de estratégia para uma estratégia ampla“ para avançar na questão da segurança alimentar.

De acordo com o representante do IICA no Brasil, Manuel Otero, a expectativa é de identificar ações concretas nos dois dias de encontro, a partir do trabalho conjunto. Para o presidente do GPS, Horácio Caballero, “por mais ricas que sejam as discussões, precisamos definir os eixos de atuação para definir estratégias“. O presidente da frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Marcos Montes (PSD-MG), se comprometeu a levar a discussão sobre segurança alimentar ao Congresso Nacional, com foco em uma “visão mais futurista e menos pessoal“.

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