Cobre é fundamental para rentabilidade da lavoura

Micronutriente é essencial para o bom desenvolvimento das culturas e auxilia na proteção de plantas.

Publicado em 17 de abril de 2023 às 12h00

Última atualização em 17 de abril de 2023 às 12h00

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A nutrição adequada das plantações é essencial para o bom rendimento da lavoura e faz parte do manejo de todas as culturas. Sem nutrientes não há crescimento saudável, desenvolvimento normal de folhas e flores e, como consequência, produção. Além disso, a deficiência nutricional pode enfraquecer o sistema de defesa das plantas e torná-las mais vulneráveis a diversas doenças.

De acordo com Guilherme Bavia, Gerente de Produtos na BRANDT do Brasil — empresa de inovação tecnológica focada em fisiologia vegetal e tecnologia da aplicação –, entre os micronutrientes mais importantes para o pleno desenvolvimento das mais diversas culturas está o cobre, que atua na fotossíntese, reprodução, fixação de nitrogênio e auxilia na resistência a doenças. “Trata-se de um micronutriente que desempenha um papel essencial, sendo um componente-chave de várias enzimas que ajudam o vegetal a metabolizar carboidratos, proteínas e lipídios. Isso auxilia no crescimento saudável do estado vegetativo e reprodutivo”, explica.

O especialista comenta que o cobre interfere diretamente no crescimento e reprodução de fungos, bactérias e outros organismos que provocam doenças nas plantas. “Quando há a nutrição adequada, a planta fica mais tolerante às adversidades do meio, pois o cobre auxilia na formação de lignina, que reforça as paredes celulares e dificulta a infecção do agente causador de doenças”.

Deficiência e excesso 

“O cobre é necessário para síntese de clorofila, pigmento responsável pela fotossíntese, que é o processo pelo qual as plantas convertem a luz solar em energia química. Logo, sua deficiência pode levar a clorose (descoloração) das folhas, crescimento reduzido e menor produção”, explica Bavia.

Ainda segundo ele, em relação ao excesso do micronutriente, os sintomas são outros. “Altas quantidades podem provocar lentidão no crescimento, morte de tecidos e fitotoxicidade, causando queima, necrose e deformação das folhas. Por isso, é importante uma atenção especial ao preparo da calda de aplicação, com destaque para o pH, volume e produtos de mistura”, destaca.

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