Chuvas atrasam colheita da soja no MATOPIBAPA, mas não afetam plano de armazenamento da Agronorte

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As chuvas que faltaram na época do plantio da soja impedem, agora, o fluxo normal da colheita no MATOPIBAPA, região compreendida pelo sul do Maranhão, Tocantins, sul do Piauí, oeste da Bahia e sul do Pará. Segundo Fabiano Ramalho, especialista em mercado agrícola da Agronorte, 25% da safra já foram colhidos, mas os agricultores estão apreensivos pois têm até o final de fevereiro para liberar as áreas para o milho safrinha.

Ramalho explica que a falta de chuvas na época da semeadura da soja jogou a “janeira de plantio” para a frente, atrasando o início do cultivo do milho safrinha. “Os agricultores querem colher, mas o tempo não está permitindo avançar no ritmo desejado”.

Segundo o levantamento de fevereiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de soja no MATOPIBAPA deve ficar 500 mil toneladas menor do que na safra passada, atingindo 22,4 milhões de toneladas na região. Já o milho de verão perdeu 1,9 milhão de toneladas em relação à safra 2022/2023, com 5,3 milhões de toneladas colhidas, de acordo com o mesmo relatório.

O desempenho da soja e do milho na região não muda os planos de originação da Agronorte, que pretende armazenar cerca de 120 mil toneladas de grãos em 2024. Para isso, conta com uma unidade de armazenamento em Pedro Afonso (TO) e a recém-adquirida unidade de Açailândia (MA). “Temos total confiança no crescimento da agricultura do MATOPIBAPA. Problemas climáticos e de produtividade fazem parte do negócio. Vamos construir um terceiro armazém no Tocantins, que elevará nossa capacidade para 138 mil toneladas por ano”, informa Vinicius Carvalho, diretor da Agronorte.

Além disso, a Agronorte construirá uma segunda fábrica de ração com capacidade total para 60 mil toneladas estáticas, somando-se à atual unidade, de 12 mil toneladas estáticas, para fortalecer sua divisão de nutrição animal.

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