Brasil passa a ter banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa

Repositório de antígenos garante fornecimento rápido de vacinas em caso de surto de febre aftosa; investimento é fundamental para garantia do status sanitário de país livre sem vacinação

Publicado em 22 de dezembro de 2025 às 08h39

Última atualização em 23 de dezembro de 2025 às 09h33

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O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou nesta quinta-feira (18/12), um contrato com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para a criação do primeiro banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto localizado da doença.

O Tecpar, por sua vez, firmou um acordo de cooperação tecnológica com a Biogénesis Bagó, em março de 2025, para a transferência e internalização de tecnologia para a criação do banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa. A companhia se tornou o braço tecnológico do Tecpar para a produção das vacinas, bem como para o controle de qualidade e armazenamento dos antígenos.

O banco nacional de antígenos e vacinas contra febre aftosa tem como objetivo ser um estoque estratégico de insumos para a rápida formulação de uma vacina em caso de surto. O contrato assinado em Brasília prevê a criação do banco com 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus de febre aftosa que mais circularam no Brasil. O contrato de 10 anos prevê ainda o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses da vacina para o Ministério, em casos de eventuais surtos. 

Hoje, o Brasil é um país livre de febre aftosa sem vacinação animal, status reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e a criação do banco de antígenos é uma das formalidades exigidas.

“Trata-se de mais um passo histórico no fortalecimento da pecuária brasileira e do nosso sistema sanitário. O Brasil tornou-se uma referência sanitária para o mundo. Faz parte do processo de conquista de mercados ter sanidade e garantia de produtos seguros para o fornecimento, tanto para a população brasileira como também para a exportação. Estamos fazendo a nossa parte ao investir no banco de antígenos, juntamente com o Tecpar, do Paraná, que é uma referência e parcerias internacionais com a empresa argentina Biogénesis Bagó. Estou muito feliz por termos encontrado parceiros competentes e dedicados, que vão ajudar o Brasil a manter esse status que foi conquistado com muito suor, muita dedicação e investimento, mas que agora requer uma atenção ainda muito maior. Então é um dia histórico de preparação para um futuro tranquilo para a nossa pecuária”, declara o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Para o Country Manager da Biogénesis Bagó, Marcelo Bulman, num momento em que o Brasil assume pela primeira vez a liderança mundial na produção de carne bovina, superando os EUA, com 12,35 milhões de toneladas este ano, a criação do banco de antígenos e vacinas contra febre aftosa traz mais tranquilidade ao setor produtivo. “A Biogénesis Bagó é a responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos EUA e Canadá desde 2006, além de países como Taiwan e Coreia do Sul. Ou seja, as principais potências produtoras de carne bovina do mundo têm o status sanitário de livre de febre aftosa sem vacinação de seus rebanhos aos cuidados da Biogénesis Bagó. Para nós, é um orgulho e uma grande responsabilidade sermos responsáveis pela segurança do status sanitário do rebanho brasileiro”.

“A criação do banco de antígenos no Brasil por meio da parceria da Biogénesis Bagó com o Tecpar consolida a trabalho da companhia de contribuir para a segurança do status sanitário dos rebanhos das Américas, de Norte a Sul. Para isso, a companhia investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento para avaliar as diferentes necessidades de acordo com cada tipo de emergência”, salienta o gerente de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Biogénesis Bagó Brasil, Fabrício Bortolanza.

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