Bioestimulantes e bioativadores melhoram o desempenho do milho

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Publicado em 16 de novembro de 2018 às 16h45

Última atualização em 16 de novembro de 2018 às 16h45

Acompanhe tudo sobre Alga, Aminoácido, Bioestimulante, Hormônio, Nitrogênio, Safrinha e muito mais!

Felipe Augusto Moretti Ferreira Pinto

Engenheiro agrônomo, doutor em Fitopatologia e pesquisador da Epagri/ Estação Experimental de São Joaquim

felipemoretti113@hotmail.com

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O milho (Zeamays) pode ser utilizado de diversas formas, desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Na alimentação humana, os derivados de milho constituem fator importante de uso desse cereal em regiões de baixa renda, o que confere ao grão alta importância econômica e social no Brasil. Apesar disso, alcançar altos rendimentos pode ser desafiador, dependendo das condições e do local de cultivo.

 

Um plus a mais

 

Bioestimulantes podem ser definidos como substâncias não fertilizantes com efeito benéfico no processo de crescimento vegetal. Além disso, podem ser substâncias compostas por hormônios vegetais ou sintéticos que agem diretamente na fisiologia do vegetal, incrementando seu desenvolvimento.

Bioestimulantes podem conter em suas fórmulas diversos compostos, como aminoácidos, nutrientes, vitaminas, extratos de algas marinhas e ácido ascórbico (Gómez-Merino et al., 2015).

Já os bioativadores são substâncias orgânicas capazes de atuar na expressão dos genes responsáveis pela síntese e ativação de enzimas metabólicas relacionadas ao crescimento da planta, alterando a produção de aminoácidos precursores de hormônios vegetais (Castro, 2006).

 

Pesquisas

 

Em trabalho realizado por Dourado Neto e colaboradores, em Paulínia (SP), em 2014, o uso de bioestimulantes, nas diferentes doses e formas de aplicação, proporcionou o aumento do diâmetro do colmo das plantas de milho, número de grãos por fileira e de grãos por espiga.

O produto utilizado no trabalho é composto de 0,5 g L-1 ácido indolbutírico (auxina), 0,9 g L-1 de cinetina (citocinina) e 0,5 g L-1 de ácido giberélico (giberelina).

Em experimento realizado em Montividiu (GO), durante a safrinha de 2016, Melo e colaboradores aplicaram quatro doses (0,0; 0,33; 0,66 e 1,00 L ha-1) de bioestimulante constituído por 9% de carbono orgânico, 3% de N e 8% de K2O, três dias após a segunda cobertura com nitrogênio na cultura, quando as plantas se encontravam com oito folhas completamente desenvolvidas. Eles concluíram que a dose de 0,62 L ha-1 de bioestimulante proporcionou a maior produtividade de grãos, o que foi atribuído ao maior número de grãos por espiga.

 

Viabilidade

 

O uso de bioativadores e bioestimulantes na cultura do milho se constitui uma boa ferramenta, pois esse tipo de molécula altera a fisiologia da planta, podendo ser útil em situações que ocorram algum tipo de estresse abiótico, como déficit hídrico ou biótico, como ataque de fungos ou insetos.

A relação custo-benefício no uso de bioestimulantes é vantajosa, pois não possui alto custo, porém, o agricultor deve fazer o uso associado a outras ferramentas do manejo.

 

Essa matéria você encontra na edição de novembro de 2018 da Revista Campo & Negócios Grãos. Adquira o seu exemplar.

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