Ausência de sol em Ituporanga-SC deixa produtores de cebola em alerta

Cebola de dias curtos - nova opção ao cebolicultor - Créditos Shutterstock

Publicado em 31 de julho de 2015 às 15h15

Última atualização em 31 de julho de 2015 às 15h15

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 Cebola de dias curtos - nova opção ao cebolicultor - Créditos Shutterstock

Comparando com média histórica, El Niño influenciou o aumento de 24,4mm de chuva

O mês de julho teve chuva acima da média em Santa Catarina, principal produtor nacional de cebola. Em São Paulo, o preço da hortaliça quadruplicou, chegando à R$ 12,00 por quilo, conforme valor cobrado em um mercado da Zona Norte do estado. Mas o excesso de chuva deste mês tem relação com o aumento? Não. A elevação é devida a fatores ocorridos em 2014 e, por enquanto, a chuva que caiu sobre a região catarinense não prejudicou significativamente o cultivo da cebola.

“O problema não é o volume da chuva, mas sim a falta de luz, que afetou as plantas, deixando-as moles. Além disso, quando há muita humidade nas terras, as cebolas ficam mais suscetíveis a doenças e fungicidas, que prejudicam e até causam a perda de algumas mudas, mas desta vez foram poucas“, diz Daniel Schmitt, analista de mercado de cebola da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural) de Ituporanga.

O motivo do aumento da precipitação está no El Niño. “Choveu acima da média, pois estamos sobre influência do El Niño, e as chuvas ” que já são abundantes no sul ” são potencializadas por esse fenômeno“, explica o meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo, principal empresa privada de meteorologia do Brasil.

Sobre a ausência do sol em Ituporanga, que é conhecida como a Capital Nacional da Cebola, as previsões são boas. Para os próximos dias, “o sol aparece forte, com algumas nuvens no céu. A massa de ar seco ganha força impedindo a formação de nuvens. Não há previsão de chuva para a primeira semana de agosto e a temperatura vai variar entre 15ºC e 28ºC”, diz Michele Fernandes, meteorologista da Climatempo.

Até o momento, esses fatores climáticos não foram fortes o suficiente para afetar a colheita da cebola, que em Santa Catarina vai do final de outubro até o final de dezembro. Entretanto, de acordo com o analista Daniel, “afetaram o custo da produção“, que já está em andamento, pois costuma começar no mês de junho, e terminar em setembro.

Oscilação da temperatura em 2014 eleva preço da cebola

Se o preço atual da cebola está alto, os motivos que levam a isso começaram ainda em 2014, quando as oscilações das temperaturas (entre o dia e a noite), juntamente com a estiagem, prejudicaram a última safra da hortaliça.

“As plantas sentem muito a mudança de temperatura. E também teve a quebra na safra argentina (entre março e julho), que ajuda no abastecimento nacional. Tudo isso contribuiu e resultou no aumento do preço atual“, diz Daniel, que aproveita para lembrar que as cebolas consumidas atualmente são de Minas Gerais, São Paulo, Goiás e parte do Nordeste.

Em Ituporanga, a comercialização da cebola começará apenas em novembro, e irá até maio de 2016. Somente então, os danos atuais ” causados pelo clima ” poderão ser sentido no bolso dos consumidores.

Sobre o Grupo Climatempo

O Grupo Climatempo é a principal empresa privada de meteorologia do país. Fornece, atualmente, conteúdo para mais de 50 retransmissoras nacionais de televisão, para rádios de todo o Brasil e para os principais portais. Com cerca de dois mil clientes oferece conteúdo meteorológico estratégico para o setor de agricultura, moda e varejo, energia elétrica, construção civil, seguradoras e indústrias farmacêutica e de alimentos.

O Portal Climatempo transformou-se no veículo líder em visitação do país. É referência na divulgação de conteúdo que estimula a consulta diária de previsão do tempo. Classificado nos principais institutos de pesquisa entre os 30 sites mais visitados do país em língua portuguesa, é visitado por mais de 1, 5 milhão de usuários por dia, chegando a quase 3 milhões nas vésperas de feriados e durante fenômenos extremos de tempo e clima, com um crescimento anual na marca de 30%. O Grupo é presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 27 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.

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