Aumentam os focos de Oídio nas lavouras do Sul

Aumentam os focos de Oídio nas lavouras do Sul
Aumentam os focos de Oídio nas lavouras do Sul

Publicado em 12 de agosto de 2019 às 14h03

Última atualização em 12 de agosto de 2019 às 14h03

Acompanhe tudo sobre Oídio, Pulverização, Tratamento de semente, Trigo e muito mais!
Fotos: Divulgação Biotrigo Genética

Ataque do fungo foi causado pelo tempo seco nas primeiras semanas de julho. Monitoramento constante é fundamental para proteger as lavouras de trigo
 
O clima ameno e seco registrado na região Sul do Brasil traz um alerta para os produtores de trigo pois já existem registros da ocorrência de Oídio nas lavouras. O ataque do fungo acontece especialmente nas lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e nas regiões Sudoeste, Campos Gerais e Central do Paraná.

Segundo o engenheiro agrônomo da Biotrigo Genética, Everton Garcia, a doença é causada por um fungo (Blumeria graminis f.sp. tritici) que desenvolve um mofo esbranquiçado sobre folhas e colmos e leva uma vantagem em relação as outras doenças nestas condições climáticas, pois o fungo não precisa de molhamento foliar para causar a infecção e colonização. 

Everton explica ainda que o vento é o principal agente de disseminação da doença, que ao atingirem a planta de trigo, conseguem germinar, infectar e colonizar o tecido foliar. Por isso, ele ressalta a importância do monitoramento. “Nesse momento, mesmo com o bom desenvolvimento da cultura nesta safra, o ambiente tem sido favorável para a infecção do fungo. Tivemos clima mais seco e com temperaturas mais altas, entre 15 e 22°C. Por isso, é preciso monitorar as lavouras para não perder o controle nessas primeiras áreas que podem gerar grande quantidade de inóculo para outras lavouras”, alerta Everton.

Manejo
A alternativa para reduzir os impactos da doença é realizar a aplicação de fungicidas, porém o agrônomo ressalta que em lavouras que o fungo infectou a planta na fase de alongamento, a aplicação já não se torna tão eficiente. “Na medida que a planta cresce, a cobertura da pulverização se torna mais difícil na região do colmo e na base da planta, mantendo o inóculo do Oídio”, explica. Nestes casos, é importante estar atento a intensidade da doença e realizar a aplicação de fungicidas antes do fechamento das entrelinhas da lavoura para uma adequada eficiência de controle e manutenção do potencial produtivo da cultivar. Nos casos em que a fase está mais adiantada, é importante estar atento ao volume de calda utilizado na pulverização, para que se tenha uma melhor cobertura. Outra medida que pode ser realizada de forma preventiva é a escolha de cultivares resistentes tendo no tratamento de sementes uma ação preventiva e importante para cultivares mais sensíveis.

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