A 6ª edição da Alta Café chegou ao fim após três dias de programação intensa, reunindo produtores, empresas, instituições financeiras e especialistas em um ambiente voltado à geração de negócios, difusão de tecnologia e fortalecimento das conexões no setor cafeeiro.
Realizada no Clube de Campo de Franca, em Restinga (SP), a feira registrou público de cerca de 16.700 visitantes nos três dias de evento e movimentação estimada em R$ 283 milhões em intenção de negócios.
“Ano passado viemos como visitantes e este ano resolvemos vir como expositores. Ficamos muito satisfeitos com a qualidade do público, que entende do nosso produto, que se interessou pelas inovações e participou com a gente das ativações do estande”, comenta Anderson Aquino, da empresa Fiberth, que apresentou hastes para colhedoras de café feitas com fibra de vidro.
“A Alta Café se tornou importante para o nosso negócio. Antes de virmos, tentamos negociar condições especiais com os nossos fornecedores para conseguirmos repassar para os consumidores. Nos três dias de feira trazemos toda nossa equipe de vendas para atendimento, tanto para apresentar os produtos, quanto para encontrar com os clientes”, comenta Luis Siqueira Rodrigues Alves, da Casa do Café.
Para além dos números, o evento reafirmou sua posição como um dos principais pontos de encontro da cadeia do café, integrando diferentes elos em uma agenda que combinou soluções práticas, conhecimento técnico e oportunidades concretas de negociação.
Segundo o presidente da feira, José Henrique Mendonça, o diferencial desta edição esteve na capacidade de conectar pessoas e gerar resultados efetivos para o setor.
“Mais do que gerar volume, o que testemunhamos aqui foram conexões que se transformaram em negócios reais. Concessionárias fecharam vendas de veículos, tratores foram comercializados, fertilizantes negociados, mas, acima de tudo, a feira reafirmou seu propósito: aproximar o produtor das soluções certas e criar um ambiente favorável para decisões estratégicas”, afirmou.
Tecnologia aplicada e soluções na prática
A edição de 2026 também se destacou pela forte presença de tecnologias voltadas à eficiência produtiva, com soluções que abrangem desde mecanização e monitoramento digital até ferramentas de gestão e inteligência aplicada ao campo.
“Venho na Alta Café desde a primeira edição e tenho percebido a evolução tecnológica e facilidades que estão chegando pro setor cafeeiro. Este ano o que mais me chamou a atenção foram os drones para pulverização. Acredito que é uma tendência que está se firmando e que vai facilitar demais o manejo no dia a dia”, comenta o cafeicultor Antônio Carlos David, de Franca (SP).
Além dos drones, os visitantes conferiram também equipamentos com sistemas embarcados, monitoramento em tempo real e recursos de precisão operacional, permitindo ao produtor visualizar, na prática, ganhos em produtividade e redução de custos.
Para o ano que vem, a organização já projeta ampliação da área e fortalecimento das iniciativas que conectam tecnologia, mercado e produção.