Na busca de pesquisadores e produtores rurais por alternativas para tornar a agricultura mais eficiente e resiliente diante das mudanças climáticas, degradação do solo e aumento da demanda por alimentos, ganha destaque o uso de extratos da alga marinha Ascophyllum nodosum, matéria-prima estudada e utilizada pela Acadian Sea Beyond no desenvolvimento de bioestimulantes agrícolas.
Essa alga cresce naturalmente nas águas frias do Atlântico Norte e possui composição rica em compostos bioativos. A partir dela são produzidos extratos que estimulam processos fisiológicos das plantas, favorecendo o desenvolvimento das raízes, a absorção de nutrientes e a tolerância a estresses, como seca, variações de temperatura e salinidade.
Grande parcela do conhecimento científico sobre sua aplicação na agricultura vem de pesquisas conduzidas pela Acadian em parceria com universidades e centros de estudo ao redor do mundo. Esses estudos mostram que os extratos de Ascophyllum nodosum atuam como bioestimulantes, ativando mecanismos naturais de defesa e ajudando o equilíbrio fisiológico das plantas. Com mais de 15 anos de resultados consistentes do uso dos extratos na agricultura, evidenciando a melhora na qualidade e produtividade de diversos cultivos.
De acordo com Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e no Paraguai, o diferencial está na qualidade da matéria-prima e no processo de extração. “Ascophyllum nodosum possui grande diversidade de compostos naturais. Com um processo de extração cuidadoso, preservamos essas moléculas e levamos ao campo um bioestimulante que realmente interage com a fisiologia da planta”, explica.
Os estudos também indicam que a aplicação desses extratos melhora o vigor inicial das plantas, estimula o desenvolvimento radicular e aumenta a capacidade das culturas de enfrentar condições ambientais adversas. Em experimentos de campo realizados pela empresa, pesquisadores observaram respostas positivas em diferentes culturas agrícolas, como a soja, milho, algodão, cana de açúcar, com plantas mais equilibradas fisiologicamente e maior eficiência no aproveitamento de nutrientes. Os extratos de Ascophyllum nodosum ativam processos naturais da planta, que ajudam a cultura a expressar melhor todo o seu potencial produtivo”, destaca Bruno Carloto.
Outro ponto ressaltado nas pesquisas é a contribuição desses bioestimulantes para a sustentabilidade da produção agrícola. Por ser derivados de um recurso natural renovável e aplicados em pequenas doses, integram estratégias de manejo que buscam maior equilíbrio entre produtividade e conservação do solo.
Bruno destaca que o avanço das pesquisas certamente ampliará ainda mais o uso dessa tecnologia no campo. “À medida que a ciência avança, entendemos melhor como esses compostos atuam e como podem ajudar o agricultor a enfrentar os desafios cada vez maiores da produção agrícola”, finaliza.