Agricultor deve monitorar mais sua lavoura

O aumento da pressão de percevejos e lagartas tem sido notado principalmente no Cerrado, onde as temperaturas estão elevadas e chuvas abaixo da média.

Publicado em 11 de dezembro de 2023 às 09h00

Última atualização em 11 de dezembro de 2023 às 09h00

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As temperaturas mais altas aceleram o desenvolvimento das pragas, em geral, levando a um aumento na taxa de reprodução e no número de gerações delas por ano. Dentre as pragas da cultura da soja, os percevejos e as lagartas ocupam os primeiros lugares e devem ser muito bem conhecidos para que seus controles sejam realmente efetivos. Além disso, é fundamental conhecer o ciclo de vida dessas pragas e saber identificar outras características de cada espécie relativas às influências abióticas, como temperatura e umidade.

Créditos: Divulgação

De acordo com Raphael Malandrino, gerente de Inseticidas da ADAMA, mesmo com a safra de soja se iniciando, a condição de baixa umidade pode favorecer o desenvolvimento de lagartas, que se reproduzem mais rapidamente, podendo trazer diversas gerações de descendentes em um curto período de tempo. Simultaneamente, esse ambiente seco deixa a planta mais sensível ao dano causado pelas lagartas. “O monitoramento contínuo e regular é fundamental para a identificação dos tipos de pragas que estão atacando a lavoura e a determinação do momento certo para agir de forma estratégica e evitar ou minimizar perdas”, alerta.

A lagarta falsa-medideira (Rachiplusia nu), por exemplo, tem trazido dor de cabeça aos produtores do Brasil, pois tem se tornado mais frequente, mesmo em áreas onde existe biotecnologia para o controle. Sua capacidade de desfolha é maior quando comparada a outros gêneros, como as lagartas do complexo Spodoptera. Além disso, a lagarta falsa-medideira se tornou resistente a algumas das ferramentas de biotecnologia disponíveis ao agricultor, o que pode complicar ainda mais a situação, pois o produtor, muitas vezes, está confiando apenas na tecnologia da planta o que, neste caso, pode não ser suficiente, ressalta Malandrino. “Em condições adversas, as plantas ficam mais estressadas e naturalmente diminuem seu metabolismo. Em consequência, diminuem também a produção das proteínas Bt, responsáveis pelo controle de lagartas. Dessa forma, o agricultor precisa lançar mão de outras opções de manejo, como o controle químico”, afirma.

Opções de manejo com controle químico
 

 
Uma ferramenta desenvolvida pela ADAMA principalmente para o controle da falsa-medideira é o inseticida Plethora®. “Com exclusiva combinação de moléculas, tem um rápido efeito de choque, com residual prolongado e efetivo, especialista para o controle da falsa-medideira, sem abrir mão do controle das outras lagartas. Os diferenciais técnicos da solução trazem ganhos para a lavoura, entregando um manejo mais assertivo, mais produtividade e rentabilidade”, destaca Malandrino (FOTO).  

Os percevejos são também uma praga importante de ser monitorada neste período de altas temperaturas, de acordo com o agrônomo. O percevejo-marrom é considerado o principal sugador na cultura da soja e melhor se desenvolve em temperaturas entre 25°C e 30°C. A praga causa danos como enrugamento dos grãos, abortamento de vagens e favorece doenças na cultura e distúrbios fisiológicos, como a retenção foliar e ataque de fungos.

Para o manejo desses insetos sugadores, Galil® e Magnum® entregam o melhor controle de ninfas e adultos. A formulação de Galil® promove maior persistência dos ativos na planta, otimizando o efeito de choque e entregando maior residual. Possui exclusiva proporção de moléculas, o que assegura o controle dos percevejos sem aumentar a população de ácaros, de acordo com Malandrino. Já Magnum® é uma ferramenta com modo de ação aliado das demais tecnologias no manejo. “A utilização das duas soluções no manejo ao longo da safra, além de entregar mais assertividade no controle, uma vez que permite controlar pragas em diferentes fases de desenvolvimento, rotaciona os princípios ativos, prática essencial para evitar a seleção de populações resistentes aos inseticidas”, finaliza Malandrino.

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