Jorge Massaki Hasegawa
Doutor em Fitopatologia
jorge.hasegawa@bayer.com
O ToBRFV (Tomato brown rugose fruit vírus), coloquialmente chamado de vírus rugoso do tomateiro, ainda que não tenha relato oficial no Brasil, que é uma exigência regulatória para comprovar a existência de uma praga antes quarentenária, tem trazido um alerta aos produtores.

Os danos ao redor do mundo são variados, mas o potencial infectivo é extremamente alto, como o ocorrido na Jordânia em 2015, com infecções de 100%.
Como a entrada do patógeno como infecção primária pode ocorrer por sementes e mudas contaminadas, o risco de introdução no País é alto, quando as sementes ou mudas forem provenientes de empresas sem idoneidade, ou a partir da introdução informal de sementes de países com histórico da doença.
Pela alta transmissibilidade do ToBRFV por meios mecânicos, o trânsito internacional de máquinas e caixarias contaminadas é também um fator de risco, exigindo medidas profiláticas.
Restrições
As principais medidas para evitar a entrada do patógeno no Brasil são a restrição na movimentação de materiais e maquinários contaminados no exterior, a utilização de sementes e mudas livres do vírus, adquiridas de empresas com elevados padrões e protocolos fitossanitários, a proibição de visitas aos viveiros por parte dos administradores.
Todas as estratégias de controle de Whetzel também devem ser aplicadas, na medida da sua factibilidade.