Pimenta da Amazônia poderá ser usada no combate ao inseto transmissor do greening

Publicado em 12 de dezembro de 2013 às 13h30

Última atualização em 12 de dezembro de 2013 às 13h30

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O Fundo de Defesa da Citricultura (FUNDECITRUS) e a Embrapa Agroflorestal do Acre irão testar um óleo extraído da pimenta-de-macaco como inseticida natural para o controle do psilídeo Diaphorina citri, inseto transmissor do HLB (greening).

A pimenta-de-macaco, que é encontrada no Acre e sul do Amazonas, é rica em dilapiol, composto que se mostrou eficiente no controle de pragas na Índia, na Europa e nos Estados Unidos.

No psilídeo, o dilapiol inibe uma enzima P450, que é desintoxicante, fazendo com que o inseto se intoxique com o próprio alimento, no caso, a seiva da laranja. Assim, provoca-se a sua morte de uma maneira não agressiva ao meio ambiente.

“O dilapiol interfere no metabolismo do psilídeo, inibindo sua capacidade de se desintoxicar e realizando um controle natural. O composto altera a guerra química entre a planta e o inseto, favorecendo o vegetal que está sendo atacado“, explica o pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Murilo Fazolin.

O óleo de pimenta-de-macaco pode ser utilizado como inseticida ou em conjunto com os defensivos convencionais para aumentar a sua eficiência, podendo reduzir em até 25% a dose comercial recomendada.

Convém salientar que os estudos realizados pelos pesquisadores da Embrapa Acre há pelo menos duas décadas já demonstraram a eficácia do óleo no controle de pragas de culturas como abacaxi, feijão, milho e café. Agora, Embrapa e o Fundecitrus irão testar se o produto também é eficiente no controle do psilídeo.

Por se tratar de um composto natural, o óleo da pimenta tem impacto menor no meio ambiente. A pesquisa segue uma das diretrizes do Fundo, que é de buscar opções mais sustentáveis para o cultivo de citros.

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