Técnica inédita avalia carbono no solo

Pela primeira vez a técnica fotônica Espectroscopia de Fluorescência Induzida por Laser (LIFS) foi ...
Solo - Foto: Elmar Floss

Publicado em 13 de fevereiro de 2022 às 08h37

Última atualização em 13 de fevereiro de 2022 às 08h37

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Solo – Foto: Elmar Floss

Pela primeira vez a técnica fotônica Espectroscopia de Fluorescência Induzida por Laser (LIFS) foi aplicada para detecção de grau de formação de húmus da matéria orgânica do solo em sistemas integrados de produção. O estudo foi realizado por pesquisadores da Embrapa em São Carlos (SP) e traz uma importante contribuição para detectar o carbono no solo.

Aplicada em sistemas de produção, como a integração-lavoura-pecuária-floresta (ILPF), é capaz de avaliar com precisão, de forma limpa e rápida, o grau de estabilidade química do carbono retido no solo.

No estudo, a técnica direta detecta que o índice de humificação (formação de húmus) da matéria orgânica do solo (MOS) é 36% maior em camadas mais profundas do solo no sistema ILPF do que em áreas de floresta nativa, referências consideradas para a pesquisa.

Tanto o estoque de MOS quanto a biomassa das árvores aumentam sob esse sistema integrado e sequestram mais carbono, o que torna o modelo de cultivo, com diferentes tipos, uma prática sustentável e uma forte aliada na descarbonização da agricultura brasileira.

Uma projeção da WayCarbon, consultora com foco exclusivo em sustentabilidade e mudança do clima, junto com o  ICC Brasil, braço local da Câmara Internacional de Comércio, aponta que o País pode gerar entre US$ 493 milhões e US$ 100 bilhões em crédito de carbono até 2030.

A vantagem da LIFS é não precisar fazer extrações químicas dos solos, somente preparar uma pastilha e medir. A técnica fotônica vem, assim, se destacando como uma ferramenta ambientalmente sustentável, porque permite avaliar a qualidade e estabilidade da matéria orgânica com maior facilidade e rapidez que os métodos convencionais.

A matéria orgânica do solo é composta por resíduos vegetais e animais contendo carbono em sua estrutura. Na superfície ou incorporada ao solo, um MOS tem vários estágios de decomposição. O último e mais estável é o húmus, capaz de melhorar as condições físicas, químicas e biológicas do solo, além de fornecer nutrientes e melhorar o seu potencial produtivo.

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