Drones: Resultados na produção

Conhecidos popularmente como drones, os Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant’s) ....
Uva - Fotos: Shutterstock

Publicado em 6 de abril de 2021 às 08h49

Última atualização em 6 de abril de 2021 às 08h49

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Adilson Pimentel JúniorEngenheiro agrônomo, doutor em Agronomia e docente – Centro Universitário da Faculdade Integrada de Ourinhos (UniFio) adilson_pimentel@outlook.com

Uva – Fotos: Shutterstock

Conhecidos popularmente como drones, os Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant’s) começaram a ser usados por viticultores como uma nova ferramenta que impulsiona proteção de cultivos em vinhedos, sendo esta modalidade de manejo classificada como Agricultura de Precisão.

Essa tecnologia de inteligência artificial traz como vantagem uma gestão detalhada, maior eficiência, sustentabilidade e rentabilidade em relação à agricultura convencional, impulsionada quando se verifica a escassez de mão de obra e da diversidade das condições climáticas e do solo do Brasil, que combinadas criam desafios significativos para o setor.

Manejo

Sistemas óticos em drones, como câmeras para monitoramento de temperatura, sensores infravermelhos e outros vários sensores podem ser usados para coletar dados, fornecendo informações detalhadas para caracterizar a variabilidade de uma parcela até a escala de uma única planta.

O objetivo específico do uso de drones na proteção da planta está focado principalmente no controle de agentes fitossanitários e na espectroscopia de refletância, uma técnica óptica baseada na medição de refletância da radiação eletromagnética incidente em diferentes comprimentos de onda, em particular na região visível, próximo do infravermelho e infravermelhos térmicos. A intensidade do fluxo radiante refletido é específica para cada tipo de superfície.

Além disso, temos os sensores térmicos, que são usados para medir remotamente a temperatura da folha, que aumenta quando ocorrem condições de estresse hídrico, por exemplo. Alterações na atividade fotossintética estão ligadas ao estado nutricional, à saúde e ao vigor das plantas, e também podem ser detectadas por sensores.

Dessa forma, imagens aéreas são frequentemente usadas para estimar padrões na biomassa e na produção.

Investimento x retorno

A tecnologia, que envolve drones não tripulados equipados com câmeras e outros sensores, pode ser usada para voar sobre os vinhedos medindo os danos em plantas doentes, estresse hídrico, maturação das uvas, entre outros parâmetros, incluindo especificidades do solo.

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Os drones podem se tornar bastante funcionais em uma atividade que oferece riscos para os trabalhadores, que precisam fazer a correta aplicação dos defensivos em locais muitas vezes inacessíveis. Além disso, são muito eficientes na cobertura de áreas em declive e de cultivo de hortifrútis, chegando a lugares onde aviões ou tratores não alcançam.

Os equipamentos podem custar de R$ 5 mil até a faixa dos R$ 100 mil. Apesar disso, os valores podem justificar os benefícios a longo prazo, como a redução de custos e melhorias operacionais, que farão destes artefatos um item cada vez mais presente no campo. Um único drone pode cobrir 1,5 hectare de vinhedo em minutos, então, em poucas horas ele pode cobrir grande área das propriedades vitivinícolas.

Antes de realizar um investimento deste tipo, o produtor tem que estudar, obter informações e analisar o custo-benefício junto a um engenheiro agrônomo de sua confiança, sendo que, segundo especialistas, um drone de aplicação pode gerar uma economia de até 80% nos gastos com agroquímicos.

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