Micotoxina fumonisina, presente no milho, é o maior risco para as rações animais

Publicado em 23 de dezembro de 2020 às 12h16

Última atualização em 23 de dezembro de 2020 às 12h16

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Fumonisina (FUM) é a micotoxina mais preocupante da América Latina – incluindo o Brasil – neste momento. Em 5.485 amostras, 69% estavam contaminadas, mostra a Pesquisa Mundial de Micotoxinas da Biomin – edição 2020, que acaba de ser concluída. No mesmo período de 2019, a taxa de contaminação de FUM era de 74%.

Em termos globais, a pesquisa envolveu 74 países de vários continentes. Foram recolhidas 15.544 amostras de matérias-primas, como milho, trigo, soja, seus subprodutos relacionados e rações animais, para a realização de 68.683 análises.

“A contaminação de ingredientes de rações por micotoxinas é um problema global. As mudanças climáticas criam o ambiente favorável à propagação de fungos, entre os quais do gênero Fusarium, contribuindo para o aumento da contaminação das culturas. A maior fonte de contaminação por fumonisina hoje na América Latina é o milho, que por sua vez é a principal matéria-prima na ração animal da região. Isso indica a necessidade de monitoramento e controle dessa substância”, aponta Tiago Birro, Gerente de Produto da Biomin para América Latina.

O consumo de matérias-primas de qualidade é decisivo para o bom desempenho produtivo dos animais. É preciso atenção constante para identificar as micotoxinas, o que é uma tarefa complexa. “A chance de contaminação nas propriedades é muito elevada. As substâncias tóxicas são produzidas por fungos, que, por sua vez, se proliferam rapidamente em ambientes com excesso de umidade”, alerta o especialista da Biomin.

Outra micotoxina preocupante na América do Sul é a deoxinevalenol (DON), presente em 53% das amostras analisadas. Também produzida por fungos do gênero Fusarium. Segundo a Pesquisa Mundial de Micotoxinas da Biomin, essa micotoxina é um grande desafio na América do Norte, onde está presente em 79% das amostras coletadas, enquanto a fumonisina foi detectada em 50% dos casos.

“A chave para o controle das micotoxinas está na prevenção conforme as características de cada localidade. É a partir dessa ideia que desenvolvemos uma tecnologia exclusiva para calcular o grau aproximado de contaminação por micotoxinas nos grãos da colheita. Por meio de algoritmos robustos, atualizados de hora em hora a partir da informação obtida em 61 mil estações meteorológicas de todo o mundo, a ferramenta de predição de micotoxinas da Biomin é capaz de prever o risco de contaminação no milho e trigo”, explica Tiago Birro.

O desafio da ocorrência de múltiplas micotoxinas em todas as regiões analisadas é cada vez mais comum e pode representar um grande prejuízo para a cadeia da produção de alimentos. Em 84% das amostras, foram encontradas 10 ou mais micotoxinas e metabólitos. A média foi de 29 substâncias diferentes.

“O problema é real e precisa de atenção e cada vez mais tecnologia para o seu combate. A ferramenta de predição de micotoxinas da Biominutiliza diversos parâmetros, como o efeito do clima sobre a cultura, o fungo, a bioquímica da produção de micotoxinas e a interação entre todos esses fatores. Com todas essas informações, os produtores estarão melhor capacitados para enfrentar esse terrível desafio, podendo oferecer insumos seguros e de melhor qualidade para a cadeia de produção animal”, completa o gerente da Biomin para América Latina.

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