Pesquisa estuda controle da broca-do-café

Broca só ataca fruto do cafeeiro - Crédito Erasmo Pereira - ascom Epamig

Publicado em 18 de junho de 2014 às 11h39

Última atualização em 18 de junho de 2014 às 11h39

Acompanhe tudo sobre Biológico, Café, Larva, Poda e muito mais!
Broca só ataca fruto do cafeeiro - Crédito Erasmo Pereira - ascom Epamig
Broca só ataca fruto do cafeeiro – Crédito Erasmo Pereira – ascom Epamig

Monitoramento dos cafezais minimiza o uso excessivo de inseticidas

Estudos realizados por pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) apontam o monitoramento do cafeeiro como alternativa para auxiliar no controle químico e biológico da broca-do-café. Essa praga preocupa os cafeicultores pela possibilidade de perdas qualitativas e quantitativas, já que ela ataca as sementes dos frutos.
O monitoramento é uma ferramenta que ajuda o cafeicultor a identificar as áreas infestadas pela broca para o uso racional de inseticida. As pesquisas mostram que o controle químico não é necessário em toda a lavoura porque o ataque da praga é desuniforme. “Em geral, somente 35% do total da lavoura requer controle químico. As lavouras novas, nas primeiras safras, não apresentam infestação da broca; por isso, não requerem controle químico“, explica Júlio.
Nesse sentido, o cafezal deve ser dividido em talhões, agrupamentos de plantas numerados e separados por espaços necessários para a passagem de máquinas e equipamentos. Em cada talhão devem ser escolhidos, aleatoriamente, 30 cafeeiros para o levantamento de dados.
De acordo com pesquisador da Epamig, Júlio César de Souza, tais dados irão compor uma planilha específica para o monitoramento que, por sua vez, deve ser iniciado três meses após a primeira maior florada do cafeeiro. “Esse acompanhamento é imprescindível antes da aplicação dos inseticidas para evitar o uso indiscriminado desses produtos. O cafeicultor precisa fazer o controle químico no talhão onde a infestação atingir mais de 3% de frutos broqueados“, alerta.

Danos

Estudos mostram que, inicialmente, a larva do inseto apenas perfura os frutos verdes, aquosos, sem colocar os ovos. “Após 55 dias, nos frutos com menores teores de umidade, o inseto termina a construção da galeria até uma das sementes nos frutos broqueados, onde deposita o ovo. Assim, o controle químico visa matar os adultos fêmeos na entrada da galeria, nos frutos broqueados verdes, para evitar que depositem ovos posteriormente nesses frutos, iniciando o primeiro ciclo do inseto na nova safra de café“, define.
Segundo Júlio, a broca ataca frutos em qualquer estágio de maturação e não ataca café beneficiado, apenas. Desde 2005, o agrônomo e cafeicultor Juliano Araújo realiza o monitoramento com planilha em seu cafezal, no município de Campos Gerais (MG). “A minha propriedade é certificada; portanto, o uso racional de inseticida já é uma realidade. Percebemos que a adoção do monitoramento serviu para reduzirmos o gasto com esses produtos, além de alertar para técnicas de manejo e poda que nos permitem conviver com a broca“, conta.
O cafeicultor ressalta que monitorar é indispensável, mas isso deve ser aliado ao controle químico, que possibilita ao cafeicultor menor risco de perda do controle dessa praga.

Clique aqui e faça a assinatura da revista Campo & Negócios Grãos para ler a matéria completa.

Participe do Nosso Canal no WhatsApp

Receba as principais atualizações e novidades do agronegócio brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pesquisar

Últimas publicações

1

Melhores práticas globais na agricultura e conservação de polinizadores

2

Manejo fisiológico no trigo: como ganhar até 423 kg/ha em anos de El Niño

3

Hortitec 2026 destaca inovação e oportunidades do setor hortifrutícola brasileiro

4

Caravana Frutas celebra primeiro embarque de uvas com tarifa zero para a União Europeia

5

Deep techs e biocombustíveis: tecnologias da Embrapa são destaque no AiTec da AgroBrasília

Assine a Revista Campo & Negócios

Tenha acesso a conteúdos exclusivos e de alta qualidade sobre o agronegócio.

Publicações relacionadas

Construção do perfil do solo em lavoura cafeeira apresentada durante a Expocafé 2026.

Construção do perfil do solo ganha espaço na cafeicultura para aumentar resiliência produtiva

Evento Fenasucro & Agrocana destacando o programa Combustível do Futuro, com foco na transição energética no Brasil, produção de biocombustíveis e avanço da matriz energética limpa e autossuficiente.

Combustível do Futuro consolida pioneirismo brasileiro e impulsiona autossuficiência energética

MAPA anuncia apoio à produção orgânica e projetos para cadeia do morango durante a AgroBrasília 2026 no Distrito Federal.

MAPA reforça apoio à produção orgânica e anuncia projetos para cadeia do morango na AgroBrasília

Estande do Sicredi na feira AgroBrasília 2026 oferecendo linhas de crédito rural no Distrito Federal.

Sicredi oferece R$ 500 milhões em Crédito Rural na AgroBrasília 2026