Solução à base de bioativos chega às lavouras de café no Brasil

O clima estável vem favorecendo a colheita da safra brasileira de café que, ao que parece, será de boa qualidade. A produção estimada em 2020 é de 57 milhões de sacas, segundo o IBGE.
Galho de café - Crédito: Shutterstock

Publicado em 14 de agosto de 2020 às 12h41

Última atualização em 14 de agosto de 2020 às 12h41

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Tecnologia europeia auxilia no aumento de performance e redução dos estresses abióticos nos cultivos

Galho de café – Crédito: Shutterstock

O clima estável vem favorecendo a colheita da safra brasileira de café que, ao que parece, será de boa qualidade. A produção estimada em 2020 é de 57 milhões de sacas, segundo o IBGE. O estado de Minas Gerais, responsável por mais de 70% da produção nacional, se beneficia de temperaturas favoráveis, que oscilam entre 18 e 22 graus, contribuindo para o sucesso da cafeicultura.

Situações climáticas severas, como as baixas temperaturas ocorridas no final de maio, no sul de Minas Gerais, são inevitáveis, mas podem impactar menos as lavouras, desde que as plantas sejam preparadas. Novas tecnologias são aliadas importantes nesse cenário. Um fortificante de plantas feito a partir de bioativos naturais, que está sendo apresentado ao mercado nacional, tem alcançado excelentes resultados na cafeicultura. Utilizado já de maneira intensiva na agricultura global, o fortalecedor Super Fifty é um exemplo de inovação que pode prevenir o estresse abiótico nas plantas, melhorando sua performance com efeitos positivos na produtividade.

“Os bioativos preparam a planta especialmente para situações de estresse, como baixas temperaturas ou escassez de água, ativando a fotossíntese, produzindo antioxidantes e balanceando fitohormônios”, explica Leonardo Duprat, agrônomo e gerente técnico da BioAtlantis no Brasil, empresa irlandesa que atua no mercado desde 2007. “Se o produto for aplicado de três a cinco dias antes de um evento de estresse previsto, isso dará à planta tempo para responder, mobilizar e preparar suas próprias ferramentas para enfrentar esse estresse e se desenvolver como se estivesse em condições normais”, acrescenta o especialista.

Na cultura do café, os bioativos feitos de extratos naturais, sem quaisquer hormônios sintéticos, podem manter a planta ativa durante períodos estressantes de desenvolvimento. “Uma fase crítica é o momento da floração até o pegamento do grão. Durante esse período de quatro a cinco meses, as flores podem não ser convertidas em frutos ou, se o café estiver muito estressado, pode abortar o grão. Isso acontece quando a planta entende que as condições não são favoráveis o suficiente para segurar esse grão”, diz Duprat. Uma situação semelhante pode ocorrer a partir de dezembro, quando começam as altas temperaturas e o calor extremo. “A recomendação é fazer três aplicações, abrangendo períodos críticos: na emergência dos botões florais, na queda das pétalas e no pegamento dos frutos até o grão chegar na fase ‘chumbão’. Esses agentes bioativos vão alertar a planta e deixá-la preparada, então, se esses episódios acontecerem, ela não deve ser gravemente afetada”, completa. Um exemplo ocorreu em Araguari-MG, onde o produto foi aplicado na área de um consultor de café e os resultados ficaram acima do esperado, embora não tenha havido fortes estresses no período.

Lavoura de café – Crédito: Shutterstock

Com eficácia comprovada após validação científica internacional, Super Fifty é único em seu gênero. Um artigo sobre a eficácia do Super Fifty, realizado pelo projeto CropStrenghten (Universidade de Potsdam, Alemanha), foi apresentado no Congresso Mundial de Bioestimulantes em Barcelona (2019), considerado o maior evento do segmento.

Na região Sudeste, o uso do fortificante também é recomendado para a cultura de citros e outras frutas, como abacate e morango, além de hortaliças. Aplicações são recomendadas mesmo quando as condições são ideais para o cultivo. “Se não houver situações estressantes, o produto ainda tem efeito e mantém a planta ativa em todas as fases. A tendência é que, ao final da safra, o agricultor comprove que o investimento se converteu em aumento de produtividade”, finaliza Duprat.

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