O futuro é agora – Automação nos viveiros de mudas

Créditos Fibria

Publicado em 1 de novembro de 2018 às 07h02

Última atualização em 15 de maio de 2025 às 16h53

Acompanhe tudo sobre Automação, Celulose, Eucalipto, Gestão, Madeira, Silvicultura, Viveiro e muito mais!

O processo de trabalhar com a produção automatizada de mudas de eucalipto é inédito em todo o mundo e a Fibria, mais uma vez, saiu na frente e mostrou que o futuro já está no presente

Créditos Fibria

De acordo com dados do IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores), a área total de árvores plantadas no Brasil alcançou 7,84 milhões de hectares em 2017, além de conservar e preservar outros 5,6 milhões de hectares de áreas naturais nas formas de Áreas de Preservação Permanente (APPs), áreas de Reserva Legal (RL) e áreas de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs).

As áreas certificadas por programas internacionais, reconhecidas ferramentas para a gestão florestal ambientalmente responsável, socialmente adequada e economicamente viável, somam 5,8 milhões de hectares.

Em 2016, do total de 7,84 milhões de hectares, 5,67 milhões de hectares eram destinados ao eucalipto.

 

Pelo Brasil afora

 

Atualmente, os plantios de eucalipto ocupam 5,7 milhões de hectares da área de árvores plantadas do País e estão localizados, principalmente, em Minas Gerais (24%), São Paulo (17%) e Mato Grosso do Sul (15%).

Nos últimos cinco anos, o crescimento da área de eucalipto foi de 2,4% a.a. O Mato Grosso do Sul tem liderado esta expansão, registrando aumento de 400 mil hectares neste período, com uma taxa média de crescimento de 13% a.a.

 

Fibria, à frente do seu tempo

 

Atualmente, a Fibria tem capacidade produtiva de 7,25 milhões de toneladas de celulose por ano, e conta com  quatro unidades industriais, sendo Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Três Lagoas (MS), além de Eunápolis (BA), onde mantém a Veracel em joint-operation com a Stora Enso.

Mario Grassi, gerente de Silvicultura da Fibria, conta que as florestas plantadas de eucalipto estão em 261 municípios brasileiros, nos Estados de Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. “A companhia possui 1,056 milhão de hectares de florestas, sendo 633 mil hectares de florestas plantadas, 364 mil hectares de áreas de preservação e de conservação ambiental e 59 mil hectares destinados a outros usos“, calcula.

O eucalipto é nativo da Austrália e se adaptou muito bem em solo brasileiro, que tem o menor ciclo de crescimento e a maior produtividade de madeira em relação a outros países. Para Mario Grassi, a qualidade dessa árvore é melhor que a tradicional e o seu custo é 25% menor. “Mais de 90% de celulose da Fibria é exportada, destinada a matéria-prima para produtos de educação, saúde, higiene e limpeza“, informa.

 

As mudas

Produção de mudas totalmente automatizada – Créditos Fibria

As mudas são o início de tudo, consideradas “o berço da floresta“. São elas que carregam anos e anos de desenvolvimento e melhoramento genético. “Esses materiais genéticos possibilitam a adaptação das mudas nas regiões em que a Fibria forma suas florestas e têm ligação também com o desenvolvimento da qualidade da madeira para produção de celulose. É importante ressaltar que uma muda de qualidade não garante uma floresta de qualidade, mas uma muda de má qualidade com certeza não vai gerar uma ótima floresta“, considera o gerente da Fibria.

A explicação dada por ele é que a produtividade da floresta pode ser determinada por fatores externos e de manejo. A muda é o que está na mão do silvicultor para garantir a produtividade. Não é possível garantir o clima externo, mas é possível garantir boas práticas de manejo, e a muda se enquadra nessas características, ou seja, o silvicultor consegue realizar um bom manejo na floresta para alcançar uma boa produtividade.

As premissas do melhoramento genético buscam árvores com carga genética tolerante a algumas doenças e alguns insetos, que também tenham bom crescimento e, principalmente, que tenham uma boa conversão de metros cúbicos de madeira em celulose.

Existem alguns fatores que são eliminatórios, como por exemplo a tortuosidade da árvore, que pode prejudicar o processo como um todo. Por isso a importância do processo de seleção de mudas.

 

Essa é parte da matéria de capa da Revista Campo & Negócios Floresta, edição de novembro/dezembro  de 2018. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

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