Incremento diamétrico do mogno africano em resposta a diferentes sistemas de cultivo

Fotos Ronaldo Rosa

Publicado em 26 de outubro de 2018 às 07h53

Última atualização em 26 de outubro de 2018 às 07h53

Acompanhe tudo sobre Colheita, Madeira, Mogno, Traça e muito mais!

José Edmar Urano de Carvalho

Pesquisador em Fruticultura Tropical da Embrapa Amazônia Oriental

jose.urano-carvalho@embrapa.br

Fotos Ronaldo Rosa

O mogno africano tem sido uma das espécies preferidas dos reflorestadores no Brasil, em razão da facilidade de produzir as mudas e elevado valor econômico madeireiro que representa no mercado internacional.

O cultivo do mogno africano contribui para o aumento de oferta de madeira para as grandes indústrias dos polos moveleiros. Neste sentido, quando é realizado o cultivo florestal para fins comerciais é importante empregar técnicas de manejo adequadas para alcançar a produtividade satisfatória, que vai desde o plantio até a colheita.

 

Produção nacional

 

A quase totalidade dos plantios de mogno africano foram implantados há pouco mais de oito anos. Somente no Estado do Pará está havendo corte de mogno africano, e mesmo assim em quantidades inexpressivas. Estima-se que existam entre 10 e 12 mil hectares plantados com mogno africano no Brasil (dados não oficiais).

 

Principais regiões produtoras

Medição de árvore de mogno africano

As maiores áreas plantadas estão situadas na Amazônia e na região sudeste, especialmente no Estado de Minas Gerais. Plantios em pequena escala são encontrados em todos os Estados brasileiros, do Piauí ao Rio Grande do Sul.

O mogno africano é um sucedâneo do mogno brasileiro, cuja extração em florestas nativas é proibida por lei. O mogno africano tem taxa de crescimento bem maior que o mogno brasileiro e não é atacado pela broca das ponteiras (Hypsipylagrandela), que se constitui o principal problema para o cultivo do mogno brasileiro. Quando a planta é atacada por essa praga, ela começa a lançar ramos a menos de 1,5 m de altura, não formando fuste.

 

Volume diamétrico

 

O mogno africano é uma espécie que nos primeiros cinco anos cresce bastante em altura. A partir do sexto ano a taxa de crescimento em diâmetro é expressiva, atingindo a taxa de 05 cm por ano. Isto significa dizer que com mais 10 anos a árvore atinge diâmetro na altura do peito superior a 50 cm.

 

Manejo

 

Não existem estudos consistentes sobre o melhor manejo. Geralmente, quando em monocultivo a espécie tem sido plantada no espaçamento de 05 m x 05 m. No caso da Amazônia, que tem sido utilizada como componente arbóreo de sistemas agroflorestais, o espaçamento deve ser no mínimo de 25 m x 25 m, pois o mogno africano tem sistema radicular superficial e bastante agressivo. Em áreas com estação seca severa há necessidade de irrigação suplementar.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de setembro /outubro de 2018 da Revista Campo & Negócios Floresta. Adquira o seu exemplar para leitura completa.

 

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