Tratamento de sementes comprova ser essencial ao milho

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Publicado em 30 de outubro de 2017 às 07h39

Última atualização em 30 de outubro de 2017 às 07h39

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Evaldo KazushiTakizawa

Engenheiro agrônomo e consultor da Ceres Consultoria Agronômica

evaldo@ceresconsultoria.com.br

 

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Antes do uso de qualquer tecnologia na agricultura é necessário analisar os procedimentos básicos e consagrados. Na questão das sementes, é importante salientar que, antes de qualquer coisa, a qualidade da semente sobrepõe tudo, ou seja, não justifica investir em uma semente de baixa qualidade.

Quando os quesitos fundamentais forem atendidos, as sementes podem ser tratadas visando preservar suas propriedades, como o vigor e poder germinativo. Entre os quesitos fundamentais destacamos no tratamento de sementes a proteção contra o ataque de pragas e doenças que são realizados com uso de inseticidas e fungicidas.

Aqui evidenciaremos apenas produtos complementares, ficando implícita a necessidade de proteção das sementes com o uso de inseticidas e fungicidas que não podem ser dispensados quando se utiliza micronutrientes e enraizadores.

Além dos tratamentos fitossanitários, temos produtos para assegurar que as plântulas expressem melhor suas características, ou ainda fornecer micronutrientes capazes de suprir parcialmente ou a totalidade da exigência da soja e milho.

Novas descobertas

A evolução do conhecimento na agricultura faz novas descobertas a cada safra e a função de hormônios e compostos capazes de favorecer o estabelecimento inicial, como enraizadores, e seu potencial no tratamento de sementes são aplicados para minimizar os efeitos dos estresses normais na fase inicial das plantas. As vantagens ocorrem a partir da população de plantas mais uniformes e com melhor capacidade de suportar as intempéries ambientais.

Manejo

Antes de sugerir o manejo, tanto de fungicidas quanto de hormônios ou nutrientes, é importante salientar que a semente é um organismo vivo e qualquer manipulação deve evitar injúrias que provoquem danos ou a morte do embrião da soja e milho.

A recomendação básica é realizar o tratamento de sementes com equipamentos próprios para esta finalidade, preferencialmente no sistema denominado tratamento de sementes industrial (TSI) que, além de ser uma máquina própria para este fim, garante a dosagem precisa e a menor exposição de produtos por parte das pessoas, pois é manipulado por uma equipe treinada.

A orientação para o agricultor realizar o tratamento de sementes na propriedade deve seguir os mesmos critérios do TSI – primeiro um equipamento adequado ao tratamento de sementes, pessoas com treinamento e protegidas por EPI’s, com orientações sobre o processo, que inclui a diluição, quando necessário, dose, sequência de aplicação ou associação de produtos, quando possível, tempo de espera, prazo e condição de armazenamento e embalagem.

Cuidados

O dinamismo do tratamento de sementes traz novidades a cada safra - Créditos Shutterstock
O dinamismo do tratamento de sementes traz novidades a cada safra – Créditos Shutterstock

Os cuidados com a semente incluem os procedimentos para evitar danos mecânicos, físicos (temperatura alta, oscilações drásticas), químicos (caldas ácidas, alcalinas e salinas) e biológicas (ataques de patógenos e pragas).

Os resultados esperados com um tratamento de sementes bem feito são a preservação da qualidade e proteção da semente e da plântula contra doenças e pragas. Para agentes biológicos são a nodulação da soja e fixação de nitrogênio, para hormônios e promotor da raiz é o rápido estabelecimento da planta. O resultado desta interação é uma produtividade maior e mais estável.

Novidades

O dinamismo da agricultura traz novidades a cada safra (o agricultor deve sempre estar informado). Porém, cabe ressaltar que nem toda novidade é validada seguindo métodos científicos e pode ser alvo de apelos comerciais não fundamentados em ciência, sendo os resultados de produtividade puro fruto do acaso.

As grandes novidades não estão por conta de novos produtos, mas de técnicas capazes de extrair compostos da própria natureza (extrato de alga e vegetais, agentes biológicos) mais estáveis, fungicidas que controlam uma gama de . Entretanto, poucas empresas são capazes de garantir a qualidade e concentração destes compostos para que o agricultor possa usufruir deste benefício.

Custo

O custo é proporcional aos benefícios pretendidos. Quando se busca apenas a proteção contra uma praga simples, como a Diabrotica, isso pode custar alguns reais por hectare, mas se o objetivo é proporcionar o controle de pragas, doenças e nematoides, inocular agentes biológicos, melhorar a fluidez da semente e ainda estimular o rápido desenvolvimento do sistema radicular, esse custo pode chegar a alguns sacos de soja ou milho por hectare.

O custo-benefício é definido pelos efeitos pretendidos. Como é muito ampla a variação dos custos, a falta de conhecimento das necessidades de cada agricultor pode gerar escolhas incorretas, com custos sem um retorno capaz gerar resultados rentáveis.

 

Essa matéria completa você encontra na edição de novembro 2017 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua para leitura integral.

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