Termotécnica desenvolve primeira conservadora térmica para transporte do maracujá

Embalagem é inovadora para a cadeia logística da fruta, que é a décima mais importante para o país, e a terceira que mais gera valor para Santa Catarina.
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A Termotécnica, empresa referência em produção de embalagens de EPS (Isopor*), acaba de desenvolver a primeira conservadora térmica deste material para o transporte do maracujá. O produto inovador, da linha DaColheita, promete trazer ganhos significativos à cadeia logística da fruta no Brasil, fomentando o cultivo sobretudo em Santa Catarina, terceiro estado em produção de maracujá, atrás apenas da Bahia e do Ceará. Lembrando que o maracujá é a décima fruta mais importante para a economia do país, e a terceira que mais gera valor para Santa Catarina, atrás apenas da banana e da maçã.

O produto foi desenvolvido com base nas especificidades do maracujá, para preservar melhor a fruta. Além disso, a Termotécnica já vem trabalhando em estudos de modo a melhor atender as necessidades dos produtores catarinenses.

O lançamento do produto vem justamente no período de safra da fruta. A colheita do maracujá teve início em dezembro e deve seguir até junho de 2026 (a depender da portaria do chamado vazio sanitário). Trata-se da eliminação total das plantas vivas de maracujá-azedo (Passiflora edulis) por um período mínimo de 30 dias, de forma sincronizada dentro de cada região produtora. O objetivo é interromper o ciclo de disseminação do Cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV), causador da doença conhecida como “endurecimento dos frutos”, que compromete a qualidade, reduz o rendimento da polpa e torna o fruto inadequado para o comércio.

Para ter uma ideia, a safra 2024/2025 do maracujá encerrou em Santa Catarina com estimativa de produção de 56,8 mil toneladas (safra anterior foi de 45 mil toneladas). A média da produtividade dos pomares ficou em 28,4 toneladas por hectare, enquanto na safra anterior chegou a 22,5 t/ha. Esse levantamento foi realizado pela Epagri junto a atacadistas e à Cooperja no Sul do Estado, onde se concentra a maior produção da fruta em SC. E os produtores estão otimistas para a safra 2025/2026, sobretudo no sentido de obter frutos com melhor qualidade.

No ano passado, a safra foi considerada boa, mesmo diante de um período de estiagem. Então, segundo a Epagri, esse ano, é possível que a safra supere estes valores, apesar de que a região de Araquari está enfrentando diversos casos de doença (Verrugose), causada pelo fungo Cladosporium herbarum, que provoca manchas púrpuras, necróticas e com aspecto de “cortiça” (verrugas) em folhas, ramos e frutos.

Atualmente, há mil famílias que vivem do cultivo do maracujá em Santa Catarina, em mais de 2 mil hectares. O Sul Catarinense responde por 90% da área plantada. Os principais municípios são São João do Sul, Sombrio, Santa Rosa do Sul, Balneário Gaivota, Araranguá, Jacinto Machado, Praia Grande e Passo de Torres. Araquari também é um município produtor, mas com menor área plantada. Em Araquari são 34 famílias produtoras, 25 hectares plantados, com a produção da última safra de 450 toneladas totais.

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